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RESUMO HISTÓRICO DA IGREJA


1. A IGREJA NO DIA DE PENTECOSTES

Nos círculos teológicos, a questão da origem exata da Igreja do Novo Testamento tem sido alvo de muitos debates. Alguns têm adotado uma abordagem bastante ampla, e suge­rem que a Igreja existe desde o início da raça humana, incluindo todas as pessoas que já exerceram fé nas promessas de Deus, a partir de Adão e Eva (Gn 3.15).

Outros apoiam um início veterotestamentário para a Igreja, especificamente nos relacionamentos pactuais entre Deus e o seu povo, a partir dos patriarcas e continuando durante o período mosai­co. Muitos estudiosos preferem uma origem neotestamentá-ria para a Igreja, mas neste contexto também ha diferenças de opinião. Alguns, por exemplo, acreditam que a Igreja foi fundada quando Cristo começou publicamente seu ministé­rio e chamou os 12 discípulos. Sobejam os pontos de vista, inclusive o de alguns ultradispensionalistas, que acreditam não ter a Igreja começada realmente antes do ministério e viagens missionárias do apóstolo Paulo.

A maioria dos estudiosos quer sejam seus antecedentes pentecostais, evangélicos ou modernistas, acreditam que as evidências bíblicas são favoráveis ao dia de Pentecostes, em Atos 2, para a inauguração da Igreja.

Alguns, no entanto, reconhecem que a morte de Cristo efetivou a nova aliança (Hb 9.15,16). Por isso, entendem ser João 20.21-23 a inauguração da Igreja, como incorporação à nova aliança (João 20.29, que demonstra já serem crentes os discípulos - já estavam dentro da Igreja antes de serem revestidos de poder pelo batismo no Espírito Santo).

Várias são as razões para crermos que a Igreja teve sua origem ou pelo menos foi publicamente reconhecida pela primeira vez no dia de Pentecostes. Embora na fosse pré-cristã Deus certamente se associasse a uma comunidade pactuai de fiéis, não há evidências claras de que o conceito de Igreja existisse no período do Antigo Testamento. Ao citar expres­samente ekklêsia pela primeira vez (Mt 16.18), Jesus falava de algo que iniciaria no futuro ("edificarei" [gr. oikodomêsõ] é um verbo no futuro simples, não uma expressão de disposi­ção ou determinação).

Na condição de corpo de Cristo, é natural que a Igreja dependa integralmente da obra concluída por Ele na Terra (sua morte, ressurreição e ascensão) e da vinda do Espírito Santo (Jo 16.7; At 20.28; 1 Co 12.13).

Millard J. Erickson observa que Lucas não emprega ekklêsia no seu evangelho, mas a palavra aparece 24 vezes em Atos dos Apóstolos. Este fato sugere que Lucas não tinha nenhum conceito da pre­sença da Igreja antes do período abrangido em Atos.

Imedi­atamente após aquele grande dia em que o Espírito Santo foi derramado sobre os crentes reunidos, a Igreja começou a propagar poderosamente o Evangelho, conforme fora predi­to pelo Senhor ressurreto em Atos 1.8. A partir daquele dia, a Igreja continuou a propagar-se e a aumentar no mundo inteiro, mediante o poder e orientação daquele mesmo Espí­rito Santo.


2. BREVE HISTÓRICO DA IGREJA

À medida que a Igreja crescia, no decurso dos séculos que sucederam a era do Novo Testamento, seu caráter so­freu várias alterações, algumas das quais se afastavam muito dos ensinos e padrões da Igreja do primeiro século. Há obras excelentes a respeito da história do Cristianismo, que dariam ao leitor uma perspectiva mais ampla e nítida sobre a trajetó­ria da Igreja. Visando os propósitos específicos deste capítu­lo, porém, são cabíveis algumas breves observações.

Durante a era patrística (o período antigo dos pais da Igreja e dos apologistas da fé), a Igreja experimentou dificul­dades externas e internas. Externamente, sofria perseguições severas pelo Império Romano, especialmente durante os tre­zentos anos iniciais. Ao mesmo tempo, dentro da Igreja desenvolviam-se numerosas heresias, que em longo prazo re­velaram-se mais desastrosas que as perseguições.

A Igreja, pela graça soberana de Deus, sobreviveu a esses tempos árduos e continuou crescendo, mas não sem algumas mudanças de consequências negativas. No esforço para manter a união, a fim de melhor resistir às devassas causadas pelas perseguições e heresias, a Igreja cada vez mais cerrava fileiras com os seus líderes, elevando a autoridade destes. Especial­mente depois de conseguirem a paz e harmonia política com o governo romano do século IV, a hierarquia religiosa foi subindo de categoria.

À medida que era aumentada a autori­dade e o controle dos clérigos (especialmente dos bispos), diminuíam a importância e a participação dos leigos. Dessa maneira, a Igreja se tornava cada vez mais institucionalizada e menos dependente do poder e orientação do Espírito San­to. O poder do bispo de Roma e da igreja sob seu controle foi crescendo, de modo que, próximo do fim da Era Antiga, a posição de papa e a autoridade da organização, que começa­va a ser chamada Igreja Católica Romana, se solidificaram na Europa Ocidental. A Igreja ocidental, no entanto, sepa­rou-se e permaneceu sob a direção de bispos chamados "pa­triarcas".

Na Idade Média, a Igreja continuava seguindo em dire­ção à formalidade e ao institucionalismo. O papado procura­va exercer sua autoridade, não somente em questões espiri­tuais, mas também nos assuntos temporais. Muitos papas e bispos tentaram "espiritualizar" esse período da história, no qual imaginavam o Reino de Deus (ou a Igreja Católica Romana) espalhando sua influência e regulamentos por toda a Terra. Tal atitude resultou numa tensão constante entre os governantes seculares e os papas pela manutenção do con­trole. Não obstante, com poucas exceções, o papado manti­nha a supremacia em quase todas as áreas da vida.

É certo que nem todos aceitaram a crescente secularização da Igreja e sua aspiração de cristianizar o mundo. Houve algumas tentativas notáveis de reformar a Igreja, na Idade Média, e de recolocá-la no caminho da verdadeira espiritua­lidade. Vários movimentos monásticos (por exemplo, os cluníacos do século X e os franciscanos do século XIII) e até mesmo leigos (os albigenses e os valdenses, ambos do século XII) fizeram esforços nesse sentido. Figuras de destaque, como os místicos Bernardo de Clarival (século XII) e Catarina de Siena (século XIV) e clérigos católicos, como John Wycliffe (século XIV) e João Hus (final do século XIV, início do século XV) procuravam livrar a Igreja Católica de seus vícios e corrupção e devolvê-la aos padrões e princípios da Igreja do Novo Testamento.

A Igreja de Roma, no entanto, rejeita­va de modo geral essas tentativas de reforma. Ao contrário, tornava-se cada mais endurecida na doutrina e instituciona­lizada na tradição. Semelhante atitude tornou quase inevitá­vel a Reforma Protestante.

No século XVI, surgiram grandes reformadores que to­maram a dianteira na revolução da Igreja: Martinho Lutero, Ulrich Zuínglio, João Calvino e João Knox, entre outros. Juntamente com seus seguidores, compartilhavam de muitas das mesmas ideias dos reformadores que os antecederam. Entendiam que Cristo, e não o papa era o verdadeiro cabeça da Igreja; as Escrituras, e não a tradição da Igreja eram a verdadeira base da autoridade espiritual; e a fé somente, e não as obras era essencial para a salvação.

A Renascença ajudara a preparar o caminho para a introdução e aceitação dessas ideias, que haviam sido plenamente aceitas na Igreja do século I, mas que agora pareciam radicais, na Igreja do século XVI. Os reformadores tinham opiniões diferentes entre si no tocante a muitas das doutrinas e práticas especí­ficas do Cristianismo, como as ordenanças e o governo da Igreja, conforme estudaremos em seções posteriores deste capítulo. Mas todos eles tinham em comum uma paixão pela volta à fé e prática bíblicas.

Nos séculos depois da Reforma (ou era da pós-Reforma), os indivíduos e as organizações têm seguido direções as mais variadas na tentativa de aplicar sua interpretação do cristia­nismo neotestamentário. Infelizmente, alguns têm repetido erros do passado, enfatizando os rituais e o formalismo da Igreja institucional, às custas da ênfase que a Bíblia dá à salvação pela graça mediante a fé e à vida no Espírito.

O racionalismo do século XVIII ajudou a montar o palco para muitos dos ensinos modernistas e às vezes anti-sobrena­turais dos séculos XIX e XX. Louis Berkhof declara muito acertadamente que semelhantes movimentos têm levado "ao conceito liberal moderno de Igreja como um mero centro social, uma instituição humana, ao invés de plantio de Deus". De uma perspectiva mais positiva, no entanto, a era pós-Reforma também tem presenciado reações contra essas ten­dências sufocantes e liberalizantes.

As reações surgiram de movimentos que têm ansiado por uma experiência genuína com Deus, e a têm recebido.

O movimento pietista (século XVII), os movimentos morávio e metodista (século XVIII) e os grandes despertamentos, o movimento da Santidade e o movimento Pentecostal (séculos XVIII-XX), todos são indí­cios de que a Igreja fundada por Jesus Cristo (Mt 16.18) ainda está com vida e saúde, e que continuará a progredir até sua segunda vinda.

Fonte: A Doutrina da Igreja. Curso Médio em Teologia, Escola Bíblica ECB

Como era o Ensino nos Tempos Bíblicos?

Embora o ensino religioso do povo bíblico haja nascido com Adão e Eva, nem sempre teve um caráter formal. No tempo de Abraão, a educação espiritual e moral das crianças hebreia era responsabilidade dos patriarcas. Eram estes considerados não apenas os chefes de suas famílias como também: profeta, sacerdote e professor do lar.

Eles detinham um poder irresistivelmente monárquico:

a. ditavam as normas;
b. arranjavam casamentos;
c. comandavam pequenos exércitos;
d. negociavam a paz;
e. estabeleciam tratados e alianças com outros clãs;
f. Orientavam a vida econômica de seus descendentes.

1. O Ensino no Antigo Testamento
O que mais os caracterizava, porém, era a sua responsabilidade espiritual e pedagógica. Sua missão era educar os filhos nos caminhos do Senhor, para que o conhecimento divino não viesse a perder-se entre a gente idólatra de Canaã e do Egito.

O Antigo Testamento registra a pedagogia de Deus em relação a Israel - cuja direção é interpretada pelo sacerdote, pelo profeta e pelo rei -assinalando um tipo de ensino mais pessoal e imediato:

“Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o maior até o menor deles, diz o Senhor; Pois perdoarei as suas iniquidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34).

VEJA TAMBÉM:


Na verdade, a docência no AT significa o caminho pelo qual Deus conduz seu povo. São lembradas a cada geração, as maravilhas que o Senhor fez e cantadas suas bênçãos para o povo (SI 78). Esta recordação do povo judeu não é um mero exercício intelectual, mas uma dramatização na qual a geração mais jovem participa desses fatos.
A medida que se relata a história, o jovem israelita cruza com o povo o Mar Vermelho, acampa no deserto, recebe a Lei, entra no Pacto da Aliança com Deus e é introduzido na Terra Prometida. Trata-se, pois, de um relato que possibilita as novas gerações de participar da história de Israel, em Javé.

Por esta razão, a instrução tem lugar no culto, tanto no comunitário quanto no familiar. Essas cerimônias suscitam explicações, e estas levam à confissão e à esperança (Dt 6.20-25).

O período intertestamentário deu lugar à progressiva legalização do ensino religioso. A Torá (Pentateuco, Lei) perdeu muito de seu caráter dinâmico, transformando-se num emaranhado de conceitos que eram cumpridos mecanicamente.

A vontade de Deus viu-se cada vez menos como sua direção bondosa, e cada vez mais como um complexo de preceitos que exigiam um esforço penoso do ser humano. Reside aqui a essência do conflito entre Jesus e os escribas e fariseus (Mt 23).

1.1. Nos dias de Moisés

Além de promover o ensino nacional e congregacional de Israel, Moisés atribuiu muita importância à instrução domesticai Aos pais, exorta-os a atuarem como professores de seus filhos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” (Dt 6.6-7). Isto é clara e solenemente reiterado em Deuteronômio 11.19,20.

As reuniões públicas ecebiam igual incentivo: “Congregai o povo, homens, mulheres e pequeninos, e os estrangeiros que estão dentro das vossas portas, para que ouçam e aprendam, e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei; e que seus filhos que não a souberem ouçam, e aprendam a temer ao Senhor vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra a qual estais passando o Jordão para possuir” (Dt 31.12,13).

O sistema educacional de Moisés foi eficientíssimo. Antes, os hebreus não passavam de um bando de vassalos; nem pela liberdade ansiavam de tão acostumados que estavam à servidão egípcia. Era-lhes suficiente a comida de Faraó. Sua noção de um Deus Único e Verdadeiro era precária, como precária sua percepção vocacional de povo santo, sacerdotal e profético. Com o surgimento de Moisés, todavia, começaram eles a olhar além das pirâmides e das margens do Nilo.

1.2. No tempo dos Reis, profetas e sacerdotes

Alguns reis de Judá, estimulados pelos profetas, restauraram o ensino da Palavra de Deus, encarregando desse mister1 os levitas. Eis o exemplo de Josafá: “No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Ben-Hail, Obadias, Zacarias, Natanel, Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias, Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da Lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo” (2Cr 17.7-9).

O bom rei Josafá incumbiu os príncipes do ensino da Lei de Deus.

1.3. Na época de Esdras
Foi Esdras um dos maiores personagens da história hebréia. Entre as suas realizações, acham-se os estabelecimentos das sinagogas em Babilônia,(cTensin5~5isteffiatíco3e popularizado da Palavra de Deus na Judeia e, cléTacordo com a tradição, a definição e fixação do cânon do Antigo Testamento.

Provavelmente foi ele também o autor dos livros de Crônicas, Neemias e da porção sagrada que leva o seu próprio nome.

Nascido em Babilônia durante o exílio, Esdras viria a destacar-se como escriba e doutor da Lei (Ed 7.6). No sétimo ano de Artaxerxes Longímano (458 a.C.), recebe ele a autorização para transferir-se à terra de seus antepassados. Acompanham-no grande número de voluntários, que, consigo, trazem dinheiro e material para reerguer o templo e restabelecer o culto sagrado.

Se a tradição judaica estiver correta, a maior realização de Esdras, como pedagogo, foi o estabelecimento das sinagogas durante o exílio judaico em Babilônia. Os judeus longe de sua terra, distantes do Santo Templo e afastados de todos os rituais do culto levítico, através de Esdras, juntamente com outros escribas e eruditos, fundaram uma escola para funcionar como lugar de adoração, como local de instrução e alfabetização e como centro de preservação da cultura hebréia. Nasce, assim, a sinagoga.

Foi no âmbito desse edifício, muitas vezes simples e rústico, que a religião mosaica pôde manter-se incontaminada numa terra onde prevalecia a vil idolatria.

A Escola Bíblica Dominical, como hoje a conhecemos, tem muito da antiga sinagoga. Dedicam-se ambas ao ensino relevante e popularizado da Palavra de Deus.

Já na Terra de Promissões, Esdras continuou a ensinar a Palavra de Deus aos seus contemporâneos. Em Neemias capítulo oito, deparamo-nos com uma grande reunião ao ar livre.

2. O Ensino no Período Inter-Bíblico

O período helenista começou com Alexandre, o Grande, passando pelo período grego romano, num tempo aproximado de trezentos anos. Corresponde mais ou menos ao período inter-bíblico. Foi nesse tempo que a língua e cultura gregas se espalharam pelo mundo civilizado da época.

O helenismo foi um fenômeno cultural, militar, religioso e político e, naturalmente, influenciou o judaísmo e o cristianismo. No tocante a educação, os sistemas do helenismo tinham suas raízes nos sistemas radicalmente diferentes de Esparta e Atenas.

• Esparta: frisava o aspecto militar e o indivíduo era subjugado, tornando-se subserviente ao Estado.

• Atenas: enfatizava a filosofia, as artes e as ciências. A idéia era o máximo de treinamento e desenvolvimento do indivíduo, de maneira tal que pudesse produzir o máximo, em benefício da cultura geral.

* Platão foi um pioneiro na filosofia da educação. Em sua obra, República, ele oferece detalhes sobre suas idéias educacionais, enfatizava o aspecto científico.

* Sócrates foi o mestre de Platão, e também foi supremo mestre da ética.

* Aristóteles foi pupilo deste e tornou-se o maior cientista da época. Ambos elaboraram teorias arrojadas sobre o conhecimento.
* Alexandre, o Grande, foi aluno de Aristóteles e tornou-se um propagador da cultura grega de todos os tipos, em todo o mundo conhecido de seus dias.
As filosofias de Platão e Aristóteles continuaram a dominar o pensamento do mundo civilizado por muitos séculos, juntamente com o (estoicismo e o epicurismo). Platão exerceu uma imensa influência sobre o pensamento religioso e o neoplatonismo foi uma adaptação de suas idéias.

3. No período do ministério terreno de Cristo

O ensino de Jesus restabeleceu a finalidade central da ação redentora da graça de Deus (Rm 5.1-11; 17-20). Os Evangelhos revelam Jesus como o Mestre que, com seu exemplo e sua autoridade, veio transformar as pessoas de maneira total e absoluta (Jo 3.16-17).

Para Jesus, o ensino era a ilustração do comportamento de Deus em relação aos homens na manifestação de seu Reino sobre a totalidade da vida do ser humano. Assim, a ação de Deus é, a um só tempo, a doutrina de Deus e o ensino de Deus: Jesus Cristo é o Mestre, de modo bem distinto dos escribas e fariseus.

A promessa contida em Isaías 54.13 foi cumprida integralmente pelo Nazareno: “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mt 4.23).

A Bíblia Sagrada mostra-nos Jesus como o Mestre que transforma as pessoas de maneira completa (2Co 5.17). E o seu ministério é tipicamente um ministério docente: ensinava pregando e, pregando, ensinava (Mt 11.1).

Suas memoráveis parábolas (Mc 4.2), seus diálogos inesquecíveis em situações e circunstâncias das mais diversas (Mt 15.21-28; 16.13-20; 20.20-28; Mc 2.23-28; 5.35-43; Lc 18.18-30; 22.14-18; Jo 3.1-21; 4.1-41) e sua doutrina ensinada aos discípulos de ontem, de hoje e de sempre o credenciam como o Educador por excelência. Por meio de Jesus, é o próprio Deus quem nos ensina!

4. Jesus Cristo, o educador por excelência!

Foi o Senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, reconhecido como o Mestre por excelência. Afinal, Ele era e é a própria sabedoria. NEle residem todos os tesouros do conhecimento, da sabedoria e da ciência (Cl 2.3).

No final do século II, Clemente de Alexandria intitulava-o de Educador por antonomásia: O Guia celestial, O Verbo, uma vez que começa a chamar os homens à salvação... cura e aconselha ao mesmo tempo. Devemos chamá-lo, então, com um único título: Educador dos humildes...

“Como ousaremos tomar para nós mesmos, como indivíduos e como Igreja, o título que corresponde somente a Ele? Que implicação tem este título para cada um de nós? Não é este o grande desafio da educação cristã?”.

Era o Senhor admirado por todos, pois a todos ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas e fariseus (Mt 7.29).

Em pelo menos 60 ocasiões, é o Senhor Jesus chamado de Mestre nos Evangelhos. Pode haver maior distinção que esta? Isto, porém, era insuportável aos escribas e rabinos por não terem condições de competir com o Filho de Deus.

Jesus não se limitava a ensinar nas sinagogas. Ensinava nas casas, nas mais esquecidas aldeias, à beira mar, num monte e até mesmo no Santo Templo. Sempre encontrava ocasião e oportunidade para espalhar as boas novas do Reino de Deus.

Ele curava os enfermos, realizava sinais e maravilhas e operava singulares prodígios. Mas, por maiores que fossem suas obras, jamais comprometia o ministério do ensino.

Antes de ascender aos céus, onde se acha à destra de Deus a interceder por todos nós, deixou com os apóstolos estas instruções mais que explícitas:

“Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mateus 28.19,20).

Reverberação: Subsídios EBD | Referência: Educação Cristã – IBADEP.

SUGESTÃO DE LEITURA PARA VOCÊ:
1) Lições Bíblicas Dominical de Adulto Aqui
2) Lições Bíblicas Dominical de Jovens Aqui
3) VIDEOAULA DominicalAqui
4) Novos Estudos Bíblicos Aqui

A predestinação Bíblica

A doutrina da predestinação é uma das mais consoladoras doutrinas da Bíblia. Sua essência repousa no fato de que Deus tem um plano geral e original para o mundo, que seus propósitos jamais serão frustrados.

A predestinação para o arminianismo é o propósito gracioso de Deus de salvar toda a humanidade da ruína completa. Não é um ato arbitrário e indiscriminado de Deus que visa garantir a salvação a certo número de pessoas e a ninguém mais. Inclui provisionalmente todos os homens e está condicionada somente pela fé em Cristo.


Definições de Predestinação

1) Definições etimológicas:
“Predestinação” – pré = antes + destinar = destino. Que é destinar com antecipação; escolher desde toda a eternidade, etc. Este termo é do ponto de vista literário. 

A palavra "predestinação" vem do grego proorizo, e aparece seis vezes no Novo Testamento. Uma vez é traduzida por "ordenou antes" (1 Co 2.7), outra por "anteriormente determinado" (At 4.28) e quatro vezes por "predestinar" (Ef 1.5,11; Rm 8.29,30).

A palavra predestinar significa "destinar por antecipação". Vejamos o que, segundo a Bíblia, é determinado por antecipação.

Deus predestinou, por antecipação, o plano da nossa salvação, isto é, o meio pelo qual devemos ser salvos. Em Efésios 1.5, está escrito: "E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo", isto é, Jesus foi dado como o sacrifício pela expiação dos nossos pecados desde a eternidade.

Assim, a Bíblia diz que Jesus foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8) e que Cristo, como um cordeiro imaculado e incontaminado, foi conhecido antes da fundação do mundo (1Pe 1.20).

2) Definições Bíblicas - Teológicas:
É Deus determinando de antemão, anteriormente, que quem receber seu filho, se tornará filho de Deus também (Jo 1.12).

É Deus determinando, antes mesmo da existência do homem, que quem crer em seu filho não será condenado (Jo 3.17,18).

Não existe na bíblia a predestinação para a perdição. Onde se encontra na bíblia que certas pessoas são predestinadas para o inferno?

As Escrituras não ensinam em parte alguma, que certas pessoas são predestinadas para o inferno, pois esse termo (predestinadas) refere-se apenas aos filhos de Deus.
A eleição refere-se a pessoas, enquanto a predestinação refere-se a propósitos.

3) Ao que se refere à predestinação bíblica?
De acordo com seu uso na Bíblia, refere-se, essencialmente, ao que Deus faz pelos salvos.

DICAS DE LEITURAS:
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Publicação de: Subsídios EBD

O Livre-arbítrio do Homem

Tudo que a afirmação de que o homem tem livre-arbítrio significa é quanto à questão da salvação, que ele tem a capacidade de responder à palavra de Deus e à convicção do Espírito Santo.

O fato de que muitos homens escolhem rejeitar a Cristo e permanecer em seus pecados mostra a extensão da depravação do homem, mas não muda o fato de que o homem tenha livre-arbítrio para agir de forma contrária.

Um homem é somente livre se ele for capaz de ter escolhido de forma contrária. Se um calvinista quer dizer que o homem pode somente escolher o menor de dois males, então está bem. Neste caso, aceitar Jesus Cristo seria um mal menor do que ir para o inferno.


Porém, o calvinista responde que medo não é um motivo apropriado. Todavia, para um culpado pecador encarando a possibilidade de sofrer uma pena eterna, o medo é um motivo muito saudável.

O fato de que um homem tem livre-arbítrio para crer em Jesus Cristo para salvação não significa que ele escolherá aceitar a oferta da graça de Deus. 

Ter livre-arbítrio é uma coisa; usá-lo corretamente é outra.
Ele não pode exigir que Deus o salve. Ele não pode contribuir para a sua salvação. Ele não pode mudar sua natureza. Ele não pode se salvar. Disto é o que sua “incapacidade” consiste.

A Bíblia afirma a capacidade de responder ao Evangelho enquanto em seu estado de depravação: “Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues” (Rm 6.17).
A razão dos homens não responderem ao Evangelho não é porque eles têm a incapacidade de agir assim: “E não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5.40).
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Fonte: 
O Outro Lado do Calvinismo - Laurence M. Vance

Conhecendo o Pentateuco


O QUE É O PENTATEUCO?
O Pentateuco se refere aos cinco primeiros livros da Bíblia. A palavra Pentateuco vem de um vocábulo grego que significa “cinco vasos ou rolos”. Em hebraico, essa seção é conhecida como Torá. Comumente traduzida como “lei”, torah é mais bem traduzida como “instrução”. Assim, a Torá não se limita a seções legais, mais inclui tudo no Pentateuco: genealogias, histórias, leis, discursos e cânticos.


VEJA TAMBÉM:

Em um nível, o Pentateuco é uma coleção de livros.
Em um nível mais profundo, O Pentateuco é a graciosa provisão de Deus para o seu povo. Ele confere uma identidade para o povo de Deus. Fornece respostas às perguntas “O que significa ser o povo de Deus?” e “Como podemos fazer parte do povo de Deus?”

O Pentateuco são as instruções de Deus para uma nação que estava aprendendo a ser o povo de Deus enquanto vivia no mundo.


Por esta razão, o Pentateuco estabelece a base para o restante da Bíblia. Ele explica a origem do universo, das nações e do povo de Deus. Explica a necessidade da intervenção direta de Deus na história humana — o pecado. As histórias mostram como Deus age na vida do seu povo.

OS LIVROS QUE FORMA O PENTATEUCO

1- Gênesis:
O nome Gênesis vem da palavra grega gignesthai, que significa “nascer” ou “ser gerado”. O título hebraico do livro é bereshit, a primeira palavra do livro e que é traduzida como “no princípio”.

O livro de Gênesis é um livro sobre começos. Ele narra o princípio de todas as coisas, das nações e do povo de Deus, Israel. Gênesis abrange muitos séculos — mais anos que qualquer outro livro da Bíblia. Esses anos incluem desde o início do universo até um tempo em que os descendentes de Abraão fugiram para o Egito para escapar de um período de fome por volta de 1800 a.C. Gênesis nos conta sobre o bom começo da criação, o início de todos os problemas humanos e o início da solução de Deus para esses problemas.


LIÇÕES NO LIVRO DE GÊNESIS:

Em Gênesis, vemos que:
Deus é o criador de todas as coisas, do mundo, das nações e de Israel. A criação dá início a uma história de relacionamentos. Deus quer relacionar-se com sua criação, especialmente com as pessoas.

Embora todas as coisas criadas por Deus fossem boas e Ele tenha se agradado delas, os homens abusaram de sua liberdade e, por causa do pecado, romperam seu relacionamento com Deus, uns com os outros e com a natureza.

No entanto, a graça de Deus se estendeu à humanidade. Em vez de deixá-los em sua rebelião e corrupção, Deus prometeu agir diretamente para resolver a difícil situação humana. Ele anunciou a vinda daquEle que esmagaria a cabeça da serpente enganadora (Gn 3.15). Na cruz, Jesus esmagou a cabeça de Satanás.

Deus começou seu plano de restauração escolhendo a família de Abraão para dar início. Ele fez um concerto com Abraão. Deus se relaciona, guia, resgata e provê o sustento para a família que escolheu.

JESUS EM GÊNESIS
Como um livro de começos, Gênesis mostra a origem do maior problema da humanidade: o pecado. Também mostra que Deus, por sua misericórdia, prometeu a solução para esse dilema: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15).

Além disso, Deus prometeu a Abraão: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.2,3). Todas essas promessas apontam para a solução final e perfeita de Deus para o estado decaído da humanidade: Jesus, o próprio Filho de Deus.

2- Êxodo
Enquanto Gênesis trata do início de todas as coisas, o livro de Êxodo mantém o foco mais na origem do povo de Deus. Deus dá a Lei a Moisés, porém essa Lei é mais que um simples conjunto de regras de comportamento. As instruções de Deus para Israel moldar a nação e estabelece limites para a segurança do povo.


A Lei mostra a Israel o que significa ser o povo de Deus em meio a
outras nações. Além disso, o livro faz uma conexão entre criação e redenção. No próprio êxodo — a redenção ou libertação de Israel do Egito — Deus cria um novo povo, o seu povo.

Os cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco, que na Bíblia Hebraica de chama Torá, tem o propósito de instruir Israel no que significa ser o povo de Deus em meio a outras nações.

O CENÁRIO:
Há dois cenários principais no livro de Êxodo: o Egito e o deserto.

Para escapar da fome, os filhos de Jacó haviam se estabelecido no norte do Egito, em Gósen (Gn 47.5,6). Os israelitas viveram no Egito em uma época de prosperidade egípcia e poder político. Contudo, as gerações posteriores se tornaram escravos dos
faraós (Êx 1).

Depois que os israelitas saíram do Egito no evento conhecido como
êxodo, viajaram no deserto a caminho do Sinai. Tradicionalmente, muitas pessoas acreditam que o Monte Sinai se localiza na parte sul da península. Todavia, alguns estudiosos acreditam que a montanha poderia se encontrar na parte norte, ou até mesmo fora da península (uma localização possível para a antiga Média).

Ser Povo de Deus
Naquela época: Em Êxodo, Deus chamou seu povo para ser um “reino sacerdotal e povo santo” (Êx 19.6). Mas Ele não os deixou fazer isso sozinhos. O Senhor estava com eles, preparando-os e instruindo-os a como alcançar aquela condição.

A presença de Deus habitava no Tabernáculo no meio do arraial. O Tabernáculo era um lembrete visual de que Deus estava entre eles. Para Israel, ser o povo de Deus era mais do que seguir regras. Tinha a ver com aprender a viver como uma nação santa com um Deus santo entre eles.
Hoje: Jesus promete aos seus seguidores: “eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mt 28.20). Ser um seguidor de Jesus hoje significa aprender a viver com a presença de Deus entre nós.

Jesus em Êxodo
O ministério de Moisés como juiz, sacerdote e profeta antecipou o ministério do próprio Jesus (Hb 3.1-6). A celebração da Páscoa e o sacrifício (Êx 12) nos ajudam a entender o sacrifício de Cristo na cruz em nosso favor. No êxodo, Deus libertou Israel do cativeiro de Faraó com grandes demonstrações de poder. Desta forma, Deus formou um novo povo (Dt 32.18). Agora, Deus nos liberta do cativeiro do pecado e da morte com grandes demonstrações de graça e poder: a morte e ressurreição de Jesus. Em Cristo, Deus nos recriou como um novo povo (2 Co 5.17; 1 Pe 2.10).

3- Levítico
O nome do livro deriva do nome no grego do Antigo Testamento, leyiticon, significando “coisas concernentes aos levitas”. De certa forma, o nome pode dar uma impressão errada, porque Levítico não foi escrito para ser apenas dos levitas.

Ele é um livro de grande importância para todo o povo de Deus. O nome hebraico vayyiqra, que significa “e chamou o Senhor”, segue a tradição de nomear os livros de acordo com a primeira palavra que aparece.

Levítico é o âmago do Pentateuco! Uma das principais funções dos cinco primeiros livros da Bíblia é dar uma identidade ao povo de Deus. Na essência dessa identidade está Levítico; no centro do livro está a santidade. Não é um mero livro de regras, frio e tedioso. Em vez disso, a fonte de santidade é o Deus vivo, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó; o Deus que derrotou os egípcios e dividiu as águas; o Deus cuja presença habita no Tabernáculo. Levítico ensina o povo de Deus como viver em segurança na presença de um Deus
santo.

Cenário:
Levítico ocorre entre os dois anos que Israel passou acampado ao pé do Monte Sinai. Em hebraico, a primeira palavra em Levítico (que é traduzida como “E chamou o Senhor”) conecta a narrativa de Levítico com a narrativa de Êxodo. Ou seja, Levítico continua a história de Israel recebendo as instruções de Deus no Sinai. A principal diferença entre as instruções em Êxodo e em Levítico é que, no primeiro, Deus fala da montanha, ao passo que, em Levítico, Deus fala do Tabernáculo.

4- Números
5- Deuteronômio

QUEM ESCREVEU O PENTATEUCO?

Essa é uma pergunta difícil. Alguns estudiosos afirmam que Moisés escreveu todo o Pentateuco, e eles apresentam bons argumentos para isso. Outros estudiosos afirmam que a coleção de livros passou por um longo processo de escrita, que terminou séculos depois de Moisés ter vivido. Outros ainda admitem que Moisés escreveu parte do conteúdo. Existe ainda entre os estudiosos um debate acerca de quanto desse conteúdo Moisés escreveu — e quanto foi escrito em um longo processo de editar e reorganizar o material.

Os dois principais argumentos para reconhecer Moisés como o autor do Pentateuco são:
Sabemos que Deus ordenou que Moisés escrevesse (Êx 17.14; 24.3,4,7; 32.7-10,30-34;34.27; Lv 26.46; 27.34; Dt 31.9,24,25).

O Antigo e o Novo Testamento reconhecem o Pentateuco como “a Lei de Moisés” (Js 8.31,32; 1 Rs 2.3; Jr 7.22; Ed 6.18; Ne 8.1; Ml 4.4; Mt 22.24; At 15.21).
Contudo, mesmo defendendo Moisés como o autor, muitos estudiosos ainda reconhecem que ele não escreveu todo o Pentateuco.

Moisés provavelmente não escreveu sobre sua própria morte (Dt 34).
Outras passagens usam nomes de cidades que não correspondem à época (Gn 11.31;14.14) ou que falam acerca da humildade de Moisés (Nm 12.3); provavelmente foram escritas por um autor posterior.

O próprio texto indica o nome de fontes antigas usadas nos livros do Pentateuco:

O Livro das Guerras do Senhor (Nm 21.14) e o Livro da Aliança (Êx 24.7).
Outros estudiosos extraem a ideia de fontes antigas além das duas mencionadas no texto. Embora estudiosos mais antigos tenham levado suas visões críticas longe demais e com pouca fundamentação, muitos estudiosos hoje continuam a ver uma importante história de composição dos livros. Não importa o que pensamos sobre como a coleção foi escrita, o Pentateuco é a Palavra de Deus e apresenta o fundamento teológico para o restante das Escrituras.

CARACTERÍSTICAS DO PENTATEUCO

Literatura: A maior parte do Pentateuco é narrativa em prosa de alta qualidade literária.
Isso significa que além de serem livros divinamente inspirados que nos ensinam as verdade sobre Deus e o mundo que Ele criou, os livros do Pentateuco também são belas composições escritas.

O Pentateuco tem dois tipos principais de literatura: narrativas e
leis.
As leis — Êxodo 20, por exemplo — estão encaixadas em narrativas. Elas nos ajudam a entender as leis, e as leis dão limites à nossa vida para que possamos ser pessoas separadas para Deus. Dessa forma, chegamos à compreensão de que o Pentateuco não é sobre Moisés; não é uma biografia de Moisés. O Pentateuco é sobre Deus e seu povo.

PERSONAGENS PRINCIPAIS:

Deus
Deus é o principal interesse do Pentateuco. O Pentateuco não nos conta tudo ou a maior parte do que há para saber sobre Deus. Antes, a importância de tudo que acontece depende da relação com Deus: Deus provocou ou permitiu que acontecesse, e o que aconteceu revela algo acerca do caráter de Deus — sua bondade, santidade, justiça, amor, compaixão — ou nos ajuda a entender como Deus trabalha na história e ao longo dela.

Abrãao
O chamado de Deus a Abraão mostra a iniciativa divida para resgatar a humanidade do pecado e da morte. O Pentateuco ilustra o início do cumprimento das promessas de Deus a Abraão: a descendência numerosa de Abraão, por meio de José eles foram uma bênção para todas as nações do mundo e Deus permaneceu com eles.

Israel
Deus decidiu desenvolver seu plano de salvação em e por meio de Israel, um povo escolhido. Israel torna-se central na grande história da salvação.

Moisés
Talvez Moisés seja a pessoa mais importante no Antigo Testamento. Sua vida estava ligada à vida do povo de Deus e ao próprio Deus. Aprender sobre Moisés significa aprender sobre o povo de Deus e sobre Deus.

A Terra Prometida
A Terra Prometida torna-se um personagem no Pentateuco e em toda a Escritura. A terra é a representação concreta das promessas de Deus a Abraão. O relacionamento do povo de Deus com a terra torna-se um tema constante no Pentateuco.


DICAS DE LEITURAS:
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Fonte: Panorama da Bíblia, CPAD