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Lição 6 Eu Sou Jesus



Classe: Jovens | Trimestre: 1° de 2020 | Revista: Professor | Lições Bíblicas de Jovens, CPAD – Aula: 09/02/2020

TEXTO DO DIA
"Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou."  (Jo 8.58)
SÍNTESE
A convicção de Jesus quanto a seu chamado, ministério e vocação, fica bastante explícita nas declarações contundentes e impactantes que Ele fez e os escritores sagrados registraram ao longo dos quatro Evangelhos.
 
Agenda de leitura
SEGUNDA - Mc 14.62
Ele assume publicamente ser o filho de Deus
TERÇA - Jo 4.26
Ele é o Messias que havia de vir
QUARTA - Jo 6.35
Ele é o pão da vida
QUINTA - Jo 11.25
Ele é a ressurreição e a vida
SEXTA - Jo 15.1
Ele é a videira verdadeira
SÁBADO - Jo 18.5
Mesmo nas horas mais difíceis Ele não se acovarda de assumir sua identidade

Objetivos
RELACIONAR a afirmação de Jesus, "Eu sou a Luz do Mundo", com a celebração da Festa dos Tabernáculos;
PRESENTAR a superioridade da liderança de Jesus como "Bom Pastor";
REFLETIR sobre a responsabilidade de servir ao único Salvador do mundo.

Interação
O desafio de ser educador hoje em dia é enorme, ser educador Cristão então, não é nada fácil. Em algumas ED's temos uma segmentação excelente, classe subdivididas dentro da melhor disposição para cada igreja local (faixa etária, gênero, função/vocação ministerial etc.), mas já em outras igrejas, temos apenas uma ED em classe única. Existem igrejas onde a lição é ministrada em sala preparadas especialmente para a ED, na grande maioria das AD's no Brasil, a aula acontece no interior do templo, com classes diversas funcionando simultaneamente. Em algumas comunidades, temos um considerável nível de erudição secular, formação teológica, já em outras, o educador tem o desafio de ministrar a aula para alunos que - muitas vezes - vivem o milagre de terem sido letrados através da leitura devocional da Bíblia. Não importa em qual condição você vive: se nas melhores estruturas físicas, com os mais incríveis alunos ou não, o diferencial da ED sempre será você, caríssimo Educador Cristão, MUITO OBRIGADO.       

Orientação Pedagógica
Antecipadamente, prepare folhas de papel coloridas e escreva em cada uma delas, três vezes, a expressão:
"Eu sou ________".  Distribua as folhas preparadas e caneta; depois solicite a seus alunos que preencham o complemento para cada uma das três lacunas. O momento central da dinâmica será a reflexão sobre as respostas de cada educando. É necessário ter consciência que para algumas pessoas será muito desafiador definir-se, por isso, tenha paciência e sensibilidade para escutá-los, já em outros casos é possível que o educando necessite de sua mediação como professor - cheio de palavra de ciência e sabedoria - para refletir sobre a auto-identificação escolhida por ele. Após as falas e reflexões, ore, agradecendo ao Pai, por aquilo que Ele nos faz ser.



Texto bíblico
João 8.49-58
49      Jesus respondeu: Eu não tenho demônio; antes honro a meu Pai, e vós me desonrais.
50      Eu não busco a minha glória; há quem a busque, e julgue.
51      Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.
52      Disseram-lhe, pois, os judeus: Agora, conhecemos que tens demônio. Morreu Abraão e os profetas; e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte.
53      És tu maior do que o nosso pai Abraão, o nosso pai, que morreu? E também os profetas morreram; quem te fazes tu ser?
54      Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus.
55      E vós não o conheceis, mas eu conheço-o; e, se disser que o não conheço, serei mentiroso como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra.
56      Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se.
57      Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?
58      Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.

INTRODUÇÃO
Há nos Evangelhos um conjunto de afirmações de Jesus que causaram muita repercussão entre os religiosos de sua época; são declarações que Ele inicia com a expressão "Eu sou" (Jo 6.35; 8.12; 10.7,9,11,14; 11.25; 12.46; 14.6; 15.1). Um dos momentos mais tensos é em João 8.58,59, quando em virtude de suas declarações Jesus é quase apedrejado. O que justificaria reações tão violentas da parte dos judeus?

I - EU SOU A LUZ DO MUNDO

1. O SENHOR é a luz das nações.
Há no Antigo Testamento um conjunto de referências e associações do SENHOR à luz. O primeiro elemento da criação divina é a luz (Gn 1.3). Desde o início das Escrituras a imagem da luz está em contraposição às trevas, servindo como uma metáfora da oposição entre bem e mal (Is 59.9). Em vários dos registros sobre a manifestação do Senhor, luz, brilho e fulgor, sempre estão presentes (Êx 19.16; 2 Sm 22.13; Sl 18.12). Em Salmo 27.1 a bênção da salvação está associada à luz, como sendo a orientação divina para uma vida boa. O fiel Simeão, em sua velhice, teve o privilégio de testemunhar o aparecimento do Messias (Lc 2.25-32); em seu louvor ele ora ao Altíssimo declarando que o redentor Jesus é aquEle que veio ao mundo para iluminar as nações, ou seja, para ser o único capaz de libertar a humanidade das trevas da ignorância e conduzir-nos ao caminho do bom Salvador.

2. A afirmação de Jesus e sua relação com a Festa dos Tabernáculos.
Em meio a um contexto celebrativo da Festa dos Tabernáculos ou das Tendas (Lv 23.33-36; Dt 16.16; Jo 7.2,37), Jesus apresenta-se como "Luz do mundo". Tal afirmação, que para nós manifesta a deidade de Cristo e sua associação direta com a imagem do glorioso Senhor Jeová do Antigo Testamento, tinha outros significados que a audiência de Jesus conseguia captar com facilidade. A Festa das Tendas, celebrada durante sete dias mais um, era popularmente conhecida como a celebração da alegria, e isto por um conjunto de fatores específicos: Ela acontecia quatro dias após o dia do perdão, Yom Kippur, (Lv 23.27). Logo o povo estava livre para festejar com alegria, uma vez que a culpa por seus pecados foi retirada de sobre cada indivíduo. Já o objetivo litúrgico-cultural era lembrar ao povo o tempo de sua peregrinação e como, de modo milagroso, o Senhor sustentou-lhes no deserto enquanto moravam em tendas. Há, no entanto, um aspecto desta celebração que está diretamente associado à declaração de Jesus sobre ser a luz: O texto sagrado lido nesta cerimônia era Zacarias 14. Ora, para além da relação com a questão da "água viva" (Zc 14.8) que Jesus também já havia feito referência (Jo 7.38), o texto do profeta Zacarias também anuncia profeticamente que quando vier o Senhor haverá luz (Zc 14.7). Feita toda esta contextualização, as palavras de Jesus em João 8.12 ganham forte caráter de cumprimento profético. A alegria que Jerusalém esperou por séculos havia chegado, personificada em um homem simples, mas poderoso em obras e palavras (Lc 24.19).

3. Precisamos da Luz!
A Bíblia Sagrada, mais especificamente o Novo Testamento, é rico na exortação de que devemos andar na luz (1 Jo 1.7), viver como filhos da luz e não das trevas (Jo 12.36; Ef 5.8), protegermo-nos com as armas da luz (Rm 13.12). O Inimigo do Reino de Deus tem roubado a luz de muitas pessoas e por isso elas tem tornado-se incapazes de entender a beleza do Evangelho (2 Co 4.4). Quem ama as trevas não está em Deus, pois deseja esconder quem é e o que fez (1 Co 4.5), por isso nós os filhos de Deus, não podemos associarmo-nos às trevas e sim denunciá-las (Ef 5.11).

II - O BOM PASTOR

1. A expressão "Bom Pastor" como uma rememoração de uma imagem do Antigo Testamento.
Não podemos perder de vista o fato de Jesus ter vivido num contexto da cultura e religião judaica; assim, sempre que possível devemos levar em consideração, nas falas do Salvador, prováveis releituras, alusões ou referências a textos ou eventos do Antigo Testamento. Partindo desta hipótese interpretativa João 1.1-21, mais especificamente a figura do "Bom Pastor", seria à necessidade de estabelecimento de um novo modelo de liderança, tendo como base as críticas de Profetas como Jeremias (Jr 23.1-4) e Ezequiel (Ez 34.1-16). Dentre as denúncias proféticas estão o egoísmo de alguns pastores que ao invés de dedicaram-se às ovelhas, preocupavam-se apenas com as futilidades da própria vida (Ez 34.2-10) e a reprovação do trato perverso com as pessoas (Jr 23.1,2). Na imagem de Ezequiel, assim como em João, Deus levantaria um pastor para cuidar e buscar todas as ovelhas de Israel que estavam em sofrimento (Ez 34.11-16).

2. O caráter sacrificial do Bom Pastor.
A postura mais destacável da liderança de Jesus é sua capacidade de se sacrificar pelos seus amigos (vv.17,18). Esta atitude do Mestre inverte completamente a lógica de manipulação e exploração de pessoas que desde a Queda adâmica instaurou-se na humanidade. Jesus não é apenas um teórico da fé e nem uma pessoa que cobra dos outros o que nunca foi capaz de fazer. Para demonstrar seu amor por nós, Ele anuncia seu empenho pessoal em fazer-nos felizes (Jo 10.18,28). No Reino estabelecido por Jesus, os pequenos e frágeis têm protagonismo (Mt 10.42; Lc 12.32; 17.2). Os menores serão aqueles reconhecidos como os mais importantes (Lc 22.22-26); os preteridos são tratados com prioridade.

3. O relacionamento dedicado do Bom Pastor.
Além da doação integral aos liderados, a liderança conforme o modelo de Jesus instaura um outro fundamento revolucionário: O cuidado com o próximo. Jesus deixa explícito que o "Bom Pastor" jamais agiria com covardia ou traição (Jo 10.12, 28). A relação de Jesus com suas ovelhas não obedece um estilo hierarquizado, no qual Ele faria questão de afastar-se de seus liderados e demonstrar sua superioridade com relação aos outros. Pelo contrário, o Senhor conhece aqueles que estão sob sua liderança e eles também sabem quem Ele é, de modo chegado (Jo 10.14,15). A liderança de Jesus não é movida pelo princípio da exclusão/eliminação do outro, e sim, pelo acolhimento e cuidado (Jo 10.16).

III - EU SOU A PORTA
1. A singularidade de Jesus.
Ao declarar-se a porta das ovelhas o Senhor Jesus, utilizando-se desta imagem rural, ressalta o caráter singular de sua vida e ministério. No frágil modelo de pecuária daquela época, o único modo de garantir o controle dos animais do rebanho - que ao amanhecer iriam alimentar-se livremente no campo - era controlar o acesso e a saída deles através de uma única porta. Desta forma, o Senhor Jesus declara-se à humanidade como ÚNICO caminho para conduzir as pessoas até a presença do Salvador (Jo 14.6).

Nunca houve ninguém como Jesus, nem jamais haverá (Mc 12.29; Jo 17.3; Rm 16.27; 1 Tm 1.17; Jd 4, 25). Por quê? Porque seu amor é inigualável (Jo 3.16). Declarar Jesus como incomparável não é, em hipótese alguma, defender algum tipo de discurso de ódio ou intolerância religiosa; trata-se exclusivamente de um princípio inegociável de nossa fé cristã. Por isso, no cotidiano das nossas relações sociais, devemos anunciar o Evangelho apresentando Jesus e suas características excepcionais, deste modo, não há nenhuma necessidade de criticar ou ridicularizar a religiosidade alheia. Por uma exigência da sociabilidade, devemos respeitar a todos, inclusive os que creem diferentes de nós; por uma imposição de fé, devemos amar a todos, mesmo os que não acreditam na Palavra como nós (Lc 6.35).

2. A superioridade de Jesus.
Em João 10.8 o Mestre rotula como ladrões e salteadores (numa acepção moderna, mercenários, piratas, saqueadores, em resumo, um homem que vai à guerra por dinheiro e não por honra ou justiça) todos os que vieram antes dEle. Mas contra quem são essas palavras? É evidente que o Salvador não está falando sobre os patriarcas, profetas e santos do Antigo Testamento que o antecederam, esta é uma das declarações mais contundentes de Jesus sobre os pseudolíderes de sua época. Neste aspecto Jesus está defendendo que qualquer tipo de liderança religiosa que não aponta para a cruz e o sacrifício vicário é inútil e falsa. Qualquer espiritualidade que aponte apenas para o lucro, poder e glória humana pode ter muito espaço entre os homens, mas na verdade, não passará de entretenimento para bodes, ou seja, manipulação de emoções para pessoas que vivem apenas de aparência, sem uma transformação espiritual verdadeira.

3. O poder de Jesus.
Apenas em Jesus encontramos redenção para nossas almas. As palavras aqui em João ressoam aquilo que Ele afirmou em Mateus 11.28. A salvação que Deus tem para nós não é um processo dolorido, como se algum tipo de sofrimento nosso fosse o caminho para a libertação de nossos pecados. Como bem afirma o profeta, nossas culpas foram todas levadas por Ele (Is 53.5). Ao declarar-se a porta, Jesus revela-se como aquEle que possui o poder de quebrar as maldições e fazer em nós novas todas as coisas (2 Co 5.17). O escritor aos Hebreus, usando uma analogia próxima a esta da porta, apresenta-nos Jesus e sua obra como um "novo e vivo caminho" (Hb 10.20). A experiência da conversão é, como o próprio Jesus afirmou em seu sermão da montanha (Mt 7.13,14), semelhante a decisão de percorrer um extenuante e longo caminho, mas cujo final é um lugar de descanso e paz. Seguir a Jesus não é nada fácil (Mt 16.24,25), mas sabemos que Ele vai a frente, por isso, nós chegaremos lá.

SUBSÍDIO
8.57 Jesus não tinha afirmado ser um contemporâneo de Abraão, ou que tivesse visto a Abraão; em vez disso, o Senhor disse que Abraão tinha previsto a sua vinda. O comentário sobre Jesus ainda não ter cinquenta anos é um modo indireto de dizer que Ele ainda não era um homem idoso.

8.58,59 Jesus os surpreendeu com sua resposta: "Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou!" Abraão, como todos os seres humanos, passou a existirem um ponto no tempo. Mas Jesus nunca teve um início - Ele sempre foi eterno, e, portanto, sempre foi Deus. Ele estava inegavelmente proclamando a sua divindade. Nenhuma outra figura religiosa em toda a história fez tais reivindicações. Ou Jesus era Deus, ou era louco. A sua reivindicação de divindade exige uma resposta. Ela não pode ser ignorada. Isto era demais para os judeus; estas palavras os inflamaram tanto que eles pegaram em pedras para matá-lo por blasfêmia de acordo com a lei (Lv 24.16). Os líderes entenderam bem o que Jesus estava afirmando; e por não crerem nele, eles o acusaram de blasfêmia. Na verdade, eles eram realmente os blasfemadores, amaldiçoando e atacando o Deus a quem afirmavam servir! Mas Jesus ocultou-se ou "foi ocultado"(talvez significando que Ele tenha sido guardado por Deus)" (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol 1. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. p. 543).

CONCLUSÃO
Conhecer o Senhor Jesus é fundamental para todo aquele que deseja ser um verdadeiro discípulo do Salvador. Jamais poderemos ser amigos do Mestre se mantivermos com Ele apenas um relacionamento burocrático-religioso. Entender cada um dos discursos e declarações do nosso Redentor deve ser um ideal de vida para cada um de nós. Por isso, para tanto, dediquemo-nos cada vez mais a um estudo sistemático das Escrituras, lendo as palavras de Jesus de Nazaré como uma Escritura viva.

ORA DA REVISÃO
1. Que relação a declaração de Jesus - "Eu sou a luz do mundo" - tem com a celebração da Festa dos Tabernáculos?
A afirmação de Jesus aponta para o cumprimento da profecia de Zc 14, este que era o texto básico da celebração da Festa dos Tabernáculos.

2. Que referências do Antigo Testamento podemos utilizar para falar de Jesus?
Textos como os dos profetas Jeremias (Jr 23.1-4) e Ezequiel (Ez 34.1-16).

3. "O bom pastor dá a vida pelas ovelhas", de que maneira esta afirmação caracteriza a liderança de Jesus?
Jesus não é um líder egoísta, pelo contrário, seu altruísmo manifesta-se em seu amor e determinação em sacrificar-se por nossa salvação.

4. Quais as duas características de Jesus que estão implícitas na declaração: "Eu sou a porta."?
Singularidade e superioridade.

5. Que consequência a certeza de que Jesus é o único caminho deve produzir em nossas vidas?
Um senso de responsabilidade e comprometimento no anúncio do Evangelho àqueles que ainda não foram alcançados.

SUGESTÃO DE LEITURA:
Lições Bíblicas – Classe: Adultos, Aqui
Lições Bíblicas – Classe: Jovens, Aqui

A Ressurreição de Jesus: Doutrina Fundamental para a Fé Cristã

A doutrina da ressurreição é uma das doutrinas fundamentais da Bíblia (l Co 15.3,4). É mencionada 104 vezes no Novo Testamento: "Lembra- te que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos..." (2 Tm 2.8a).

I. A RESSURREIÇÃO DE JESUS - UM GRANDE MILAGRE

1. A ressurreição foi pré-anunciada:
a) Pelos profetas (SI 16.10; At 2.27-31).
b) Pelo próprio Jesus, que falou muitas vezes da sua ressurreição (Mt 12.40; 16.21; 17.22,23; Lc 9.22; Jo 2.19-21; 10.17,18).
2. A ressurreição - um grande milagre

a) O milagre
O mesmo Jesus que foi cravado na cruz e cujo corpo morto foi tirado e envolto em panos (Jo 19.40) e sepultado no sepulcro de José de Arimatéia (Mt 27.59,60) ressuscitou no terceiro dia, deixando o sepulcro vazio (Lc 24.1-3). Ele foi visto e reconhecido pelos seus discípulos. Os sinais dos cravos nas suas mãos e o da lança no seu lado (Jo 20.27; Lc 24.49) serviram para provar que a sua ressurreição era inteiramente corporal.

Jesus disse que Ele não era um espírito, isto é, que Ele havia se manifestado não somente no espírito que deixara o corpo quando Ele morreu, mas que era Ele mesmo, que corporalmente havia ressuscitado (Lc 24.39) com um corpo espiritual (1 Co 15.41; Fp 3.21), não mais sujeito às leis da natureza (Jo 20.19).

Foi Deus quem o ressuscitou (At 2.24,32; 10.40; 13.30; Cl 2.12). Quando Deus planejou a salvação por meio de seu Filho, mostrou a sua grande Sabedoria (1 Co 1.24; Rm 11.33). Quando Ele deu o seu Filho para ser o nosso Salvador, mostrou o seu grande Amor (Jo 3.16). Quando Ele ressuscitou Jesus, mostrou o seu grande Poder (Ef 1.19,20). Deus ressuscitou Jesus pelo poder do Espírito Santo (Rm 8.11; 1 Pe 3.18; Rm 1.4; 1 Co 15.45).

Veja também:

II. AS PROVAS IRREFUTÁVEIS DA RESSURREIÇÃO

1. Muitos têm negado a veracidade da ressurreição de Jesus!

Os sacerdotes em Jerusalém foram os primeiros. 
Quando a notícia da ressurreição de Jesus se espalhou, os próprios sacerdotes entenderam que era verídica. Se eles não tivessem acreditado, teriam imediatamente instaurado um inquérito rigoroso, exigindo o corpo de Jesus, para provar que Ele ainda estava morto. Mas em lugar de exigirem a punição dos guardas, ofereceram-lhes "...muito dinheiro..." (Mt 28.12), recomendando-lhes divulgar a seguinte mentira: "...Vieram de noite os seus discípulos, e, dormindo nós, o furtaram'' (Mt 28.13). Esta mentira se espalhou dentre os judeus.

Com um pouco de raciocínio, os mesmos judeus poderiam ter pensado: "Como será possível que os quatro guardas tivessem dormido ao mesmo tempo, e ainda, como seria possível, que estando eles a dormir soubessem que foram os discípulos que haviam roubado o corpo de Jesus?!

2. A teologia moderna nega a ressurreição de Jesus

Eles procuram explicar os fatos ocorridos de modo racional, a fim de eliminar qualquer vestígio de milagre neste acontecimento. A ressurreição é contra a lei da natureza, e portanto é impossível aceitá-la! Vejamos algumas destas explicações mais apresentadas:

a) Argumento.
Jesus não morreu, mas foi sepultado em estado de coma. Quando Ele depois acordou e recuperou as suas forças, saiu da sepultura, e mostrou-se aos seus discípulos, afirmando que havia ressuscitado. Logo depois, Ele morreu de febre causada por infecção das feridas, e assim desapareceu...

Refutação: É um argumento absurdo só apresentável por alguém totalmente destituído de temor de Deus. Este argumento é um exemplo de acerto da Bíblia quando esta diz: "A sabedoria deste mundo é loucura..." (1 Co 3.19a). Esta hipótese cai imediatamente diante das provas, absolutamente verídicas, sobre a morte de Jesus. O próprio chefe dos carrascos, o centurião, afirmou, diante do governador Pilatos, que Jesus havia morrido (Mc 15.44,45).

VEJA TAMBÉM:
O Posicionamento das Assembleias de Deus Acerca da Bíblia – Aqui
Deus Existe e Tem Personalidade – Aqui
Orientações bíblicas sobre a intimidade do casal - Aqui

Os soldados viram que Jesus já era morto, e ainda para confirmar este fato, furaram-lhe o lado (Jo 19.34). Se Jesus tivesse sido sepultado em estado de coma, como teria forças para se levantar sozinho, remover a pedra para sair do sepulcro (Mt 27.66; Mc 16.3), e isto, sem chamar a atenção da guarda? (Mt 27.65). E como poderia Ele, ensanguentado, fraquíssimo e meio-morto conseguir convencer os seus discípulos de que havia ressuscitado? Jesus não precisava nada disto, porque Ele realmente ressuscitou pelo Poder de Deus.

b) Argumento.
Jesus realmente morreu, mas Ele ressuscitou na idéia dos seus discípulos (Renen e Strauss, teólogos alemãos). Eles estavam tão impressionados com a promessa de que Ele haveria de ressuscitar, que começaram a ver Jesus em visões, até ao ponto de ficarem tão impressionados que chegaram à conclusão de que Ele havia ressuscitado. Eles não tinham a intenção de enganar o mundo, mas a notícia que espalharam era resultado da sua auto- sugestão.

Refutação: Também esta teoria cai por carência total de lógica e de provas. Não houve nenhum vestígio na atitude dos discípulos que desse motivo à auto-sugestões. Pelo contrário, eles não acreditaram na possibilidade de ressurreição (Mc 16.11,13). Jesus até censurou-os por causa da sua incredulidade (Mc 16.14). A ressurreição de Jesus foi para eles uma verdadeira surpresa, e as suas dúvidas só desapareceram, quando viram o seu Mestre ressuscitado.

c) Argumento
Jesus realmente foi sepultado no sepulcro de José de Arimatéia, mas, por conveniência, o seu corpo foi posteriormente mudado para outro sepulcro, de onde Ele, pelo tempo, normalmente desapareceu!

Refutação: Esta teoria também é totalmente distituída de provas. Como poderia alguém trasnferir o corpo de Jesus, sem que a guarda o observasse? Por que José de Arimatéia não informou aos apóstolos que havia mudado o corpo de Jesus? E como é possível eliminar as provas de tanta gente que afirma haver visto Jesus ressuscitado?

d) Argumento
Jesus realmente subiu em Espírito ao Céu, ocasionando o desaparecimento do seu corpo do sepulcro. Depois Ele se manifestou aos seus discípulos em seu corpo celestial, afirmando que havia ressuscitado.

Refutação
Esta teoria não merece a nossa atenção, porque tenta apresentar Jesus como um mentiroso. Jesus mesmo havia falado da sua ressurreição corporal, mostrando, em figura, que o mesmo corpo que descia para "o seio da terra ressuscitaria" (Mt 12.39,40). Outra vez Ele falou em figura a respeito do seu corpo dizendo: "Derribarei este templo e em três dias o levantarei" (Jo 2.19-21). Jesus ressuscitou corporalmente e vive hoje e eternamente! Aleluia!


3. A ressurreição é confirmada com provas irrefutáveis

Ressuscitou verdadeiramente o Senhor (Lc 24.34). Quando alguém afirma que uma coisa aconteceu e outro o contesta, negando que tal coisa tenha acontecido, a questão será decidida pelo depoimento das testemunhas.

Lucas escreveu em Atos 1.3 que Jesus, depois de ter padecido, se apresentou vivo com muitas e infalíveis provas. Vejamos aqui as testemunhas que de modo harmonioso, simples, e sem nenhuma contradição deram um testemunho inteiramente uniforme: Jesus ressuscitou.

a) Maria Madalena.
Quando ela estava junto ao sepulcro vazio, viu Jesus, mas pensava que fosse o hortelão. Quando, porém, Jesus lhe disse: "Maria!" ela o conheceu (Jo 20.11-18).
b) As mulheres que voltavam do sepulcro (Mt 28.9,10)
c) Pedro. Ouviu-se entre os discípulos a notícia: "Já apareceu a Simão" (Lc 24.34; 1 Co 15.5).

d) Os dois discípulos a caminho de Emaús.

Eram Cleofas e talvez Lucas que encontraram Jesus no caminho. Não o reconheceram logo, mas só quando Ele em sua casa partiu o pão. Era realmente Jesus (Lc 24.13-25; Mc 16.12,13).
e) Os discípulos, menos Tomé (Jo 20.24,25).
f) Os discípulos junto com Tomé (Jo 20.26-29).
g) Pedro com mais seis discípulos, os quais haviam ido pescar (Jo 21.1-23).
h) Mais de quinhentos crentes dos quais muitos ainda viviam, quando Paulo, no ano 59, escreveu a sua primeira epístola aos Coríntios (1 Co 15.6).
i) Tiago. (1 Co 15.7) o filho mais velho de José e Maria (Mc 6.3) (Ele, antes da morte de Jesus, não era crente, mas agora havia crido em Jesus).
j) Os discípulos que foram a Galiléia, conforme o convite de Jesus, feito antes da sua morte (Mt 26.32) e logo após a sua ressurreição (Mt 28.10).
k) Os discípulos que assistiram à ascensão de Jesus (Lc 24.40-53; At 1.9-14).
I) Paulo (At 9.3-6; 1 Co 9.1). O encontro de Saulo com Jesus vivo fez do maior perseguidor o maior apóstolo.

4. A grande transformação que a ressurreição causou
O desespero, o desânimo que dominava todos os seguidores de Cristo, após a crucificação, deu agora lugar a uma alegria e ousadia que ninguém mais podia conter. Por toda a parte davam testemunho da ressurreição de Jesus (At 2.24-27, 32,33; 3.15; 4.10,33; 5.30,31 etc.) Se a história da ressurreição não fosse verídica, ela jamais produziria esta tão grande transformação na vida dos discípulos.

5. Domingo, o dia de adoração a Deus
O uso espontâneo do domingo como o dia de adoração a Deus e de descanso semanal, prova que os crentes, que começaram a se reunir no domingo para darem glória àquele que ressuscitou (1 Co 16.2; At 20.7), realmente estavam convictos deste fato.

JESUS, VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM

Jesus não é somente o Filho de Deus bendito eternamente (Rm 9.5). Ele é também o Filho do Homem. "O Verbo se fez carne..." (Jo 1.14a). Esta realidade está bem alicerçada na Bíblia, o que iremos estudar neste capítulo.
Veja também:
I. PELO MILAGRE DA ENCARNAÇÃO, JESUS VEIO AO MUNDO COMO HOMEM

1. Era necessário que Jesus "fosse semelhante aos irmãos" (Hb 2.17)
Deus, para cumprir a sua promessa de salvação, não podia        enviar o seu Filho Unigênito na forma de Filho de Deus. O Mediador entre Deus e os homens tinha de ser um homem. "...Há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem'' (1 Tm 2.5)." Convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus,para expiar os pecados do povo" (Hb2.17). Jesus precisava vir"...em forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens" (Fp 2.7b). O Verbo precisava fazer-se carne, para que pudesse habitar entre nós (Jo 1.14). Ele tinha de virem outra forma. Deus havia de vir ao mundo como homem. Isto só poderia acontecer por meio de um milagre! "...Grande é o mistério... Aquele que se manifestou em carne..." (1 Tm 3.16). Este milagre é chamado "A Encarnação".

2. Maria aceitou sua missão!
Para a realização da encarnação de Jesus, era necessário que houvesse alguma mulher disposta a receber o Filho de Deus em seu ventre. Deus havia escolhido para isto a virgem Maria, noiva de um varão piedoso chamado José. Maria recebeu a notícia desta distinção através do anjo Gabriel. Este, ao chegar, saudou Maria com as palavras: "...Salve agraciada, o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres" (Lc 1.28b). Quando Maria viu o anjo e ouviu as suas palavras, turbou-se muito. Porém, o anjo lhe disse: "Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus; eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho e pôr-lhe-ás o nome de Jesus" (Lc 1.29-31).

Na sua pureza, perguntou Maria: "...Como se fará isto, visto que não conheço varão?" (Lc 1.34b). Foi então que Gabriel lhe revelou o segredo divino:' '...Descerá sobre ti o Espírito Santo e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus" (Lc 1.35). Foi diante desta palavra que Maria respondeu: "...Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra..." (Lc 1.38).

3. O milagre da encarnação!
Foi neste momento que uma coisa emocionante aconteceu no céu! O Filho de Deus, Jesus Cristo, aceitou, voluntariamente, ser despido de parte da sua glória celestial (Fp 2.6,7), para naquele momento tomar a forma de servo (Fp 2.7). Foi então que o milagre se deu! Jesus, o Filho de Deus tomou forma de "semente de homem'' e entrou no ventre da virgem Maria. No mesmo momento em que ela disse:' 'Eis aqui a serva do Senhor! Cumpra-se em mim segundo a tua palavra'', o Verbo Divino, havia, pela operação do Espírito Santo, entrado no ventre de Maria, que desde então se achou grávida.
O Filho de Deus estava para entrar no mundo!!

4. Um milagre não se pode explicar!
A encarnação de Jesus foi um grande milagre. É impossível explicar o milagre da encarnação em termos biológicos. O médico Lucas, no seu evangelho, relatou este milagre, e sem deixar sombra de dúvida. Enquanto a teologia liberal não aceita esta doutrina, antes ridiculariza-a, para os crentes que creem na Bíblia como a expressão da verdade divina (Jo 17.17), esta doutrina não representa problema algum, pois "pela fé entendemos..." (Hb 11.3). Graças a Deus.

II. PROVAS IRREFUTÁVEIS DA HUMANIDADE DE JESUS

1. Jesus teve um nascimento inteiramente natural
Maria concebeu de modo sobrenatural, mas deu à luz de modo inteiramente natural, após nove meses de gravidez.
Jesus, como recém-nascido, dependia em tudo dos cuidados da sua mãe (Lc 2.7).

Jesus teve um crescimento natural: "Crescia Jesus em sabedoria em estatura e em graça..." (Lc 2.52).

2. Jesus nasceu como homem completo e perfeito

Jesus tinha um corpo perfeito (Mt 26.12), tinha alma (Mt 26.38) e espírito (Jo 11.33).

Jesus teve um corpo eterno. Com o corpo com que Jesus nasceu, Ele subiu do Gólgota e morreu. Com esse mesmo corpo, Ele ressuscitou da morte, e com o mesmo corpo, agora glorificado, Ele subiu para o Céu (Fp 3.21) e se assentou à destra de Deus (At 2.33; 1 Pe 3.22). As marcas das feridas que Jesus recebeu na cruz estão ainda com Ele nos céus (Ap 5.5).

Com esse mesmo corpo Jesus voltará! Os anjos disseram, quando Jesus foi recebido em cima no Céu: "...Esse Jesus que dentre vós foi recebido em cima no céu... há de vir assim como para o Céu o viste ir" (At 1.11).
3. Jesus se integrou inteiramente na sociedade

a) Jesus possuía um nome humano. O anjo disse a Maria que seu nome seria Jesus (Lc 1.31).

b) Jesus tinha família.
Maria concebeu virgem, mas Jesus nasceu dentro de uma família, e não de uma mãe solteira. Sabendo da sua condição de grávida por causa do aviso do anjo, José a recebeu por mulher (Mt 1.19-25).

c) Jesus tinha genealogia.
A Bíblia registra duas. Na primeira, a genealogia jurídica, consta José como cabeça da família (Mt 1.1-17). Na segunda, a biológica, apareceu Maria como a responsável. Nas genealogias judaicas não aparecem nomes de mulheres, por isso em Lucas 3.23,24 não aparece Maria como filha de seu pai Eli, mas sim José (o marido de Maria) como sendo' 'de Eli" embora fosse genro. (Note bem: O pai de José, marido de Maria, era Jacó (Mt 1.16). (Scofield)

d) As genealogias provam o cumprimento exato de tudo que “...Deus falou pela boca dos seus santos profetas desde o princípio” (At 3.21b) a respeito da procedência de Jesus como homem.

Segundo as profecias, Jesus nasceria de: Sem, filho de Noé (Gn 9.26,27). Cumprimento: (Lc 3.36). Ele seria de semente de Abraão (Gn 12.3; 19.17; G13.16). Cumprimento: (Lc 3.34). Seria descendente de Jacó (Gn 18.13-15). Cumprimento: (Lc 3.34). Da tribo de Judá (At 13.22,23; Hb 7.14; Ap 5.5). Cumprimento em (Lc 3.34). Da família de Davi (SI 132.11; Jr 23.5; Rm 1.3; At 13.22,23). Cumprimento (Lc 3.32).

Vemos assim Jesus inteiramente integrado no cumprimento das profecias sobre a sua descendência humana.

Jesus tinha a sua profissão secular. O seu pai adotivo, José, era carpinteiro (Mt 13.52) e Jesus aprendeu a mesma profissão. Jesus era até chamado: "Carpinteiro" (Mc 6.3).

Jesus cumpriu o seu dever para com a sociedade! Ele pagou tributo (Mt 17.24-27). Ele cumpriu o seu dever como primogênito de sua mãe, Maria, quando ela se tomou viúva, com o falecimento de José. Foi por isto que Ele entregou esta sua responsabilidade a João, o discípulo amado (Jo 13.23; Jo 19.26,27). Com sabedoria, Jesus evitou entrar numa armadilha que os inimigos lhe haviam preparado, para jogá-lo contra o governo romano e contra o seu povo, os judeus (Mt 22.15-21). O próprio governador disse a respeito dele: "Nenhum crime acho nele" (Jo 19.6).

4. Jesus estava em tudo sujeito às limitações humanas
a) Jesus sentia cansaço (Mt 8.24; Jo 4.4).
Ele tinha fome e sede (Jo 4.6; 19.28) Jesus se alegrava (Lc 10.21) mas Ele também sentia tristeza e perturbação (Mc 3.5; Jo 12.27). Ele até chorou (Jo  11.35; Hb 5.7; Lc 19.41) Ele sofreu (Mt 16.21; Lc 9.22) a ponto de o seu suor se tornar em sangue (Lc 22.44).

b) Como homem, Jesus dependia em tudo da ajuda de Deus.
Por isto Ele orava constantemente (Mt 14.23), pedindo poder (Lc 5.16,17) e direção para o seu trabalho (Lc 6.12,13; 4.42,43), e poder sobre os demônios (Mc 9.29). Ele até orou pelos inimigos (Lc 23.34). Nada podia alterar a sua comunhão com o seu Pai. Em tudo Ele foi um exemplo (1 Pe 2.23; Jo 13.15), abrindo para nós o caminho da vitória (SI 85.13).

c) Jesus, como homem, foi também tentado em tudo (Hb 2.17,18; 4.15,16; Mt 4.1-11).
Toda a tentação que um homem pode sofrer neste mundo, Jesus a experimentou como homem. Como Deus, Ele jamais podia ser tentado (Tg 1.13).

d) Jesus era em tudo semelhante aos homens (Hb 2.17).
Porém num ponto Ele se distinguiu inteiramente. Jesus nunca sofreu nenhuma fraqueza moral, nem cometeu nenhuma falta. Jesus era Perfeito (Hb 7.28), Santo (Hb 7.26), Justo (1 Jo 3.7), Incontaminado e Imaculado (1 Pe 1.19). Nunca cometeu pecado (1 Jo 3.5; Hb 4.15; 2 Co 5.21). Na luta final, podia dizer: "...se aproxima opríncipe deste mundo, enadatem em mim" (Jo 14.30).

III. JESUS - HOMEM VERDADEIRO ETERNAMENTE

Jesus, o filho de Deus bendito eternamente (Rm 9.5), se fez i carne (Jo 1.14) e assim permanece (Hb 7.24,28). Após a sua ressurreição, Jesus recebeu um corpo glorioso (Fp 3.21) isto é, um corpo espiritual (Lc 24.35; 1 Co 15.44) e foi exaltado soberanamente (Fp 2.9). Ele está agora assentado para sempre à destra de Deus (Hb 10.12) como "Filho do homem" (Hb 10.9), sendo constituído por Deus, como cabeça da Igreja (Ef 1.22) a qual Ele dirige, orienta, sustenta e alimenta (Ef 5.29), intercedendo a Deus por ela (Hb7.25).

Quando Estêvão (At 7.55) e João (Ap 1.13) viram Jesus como ressuscitado no Céu, viram-no como' 'Filho do homem". É assim que Ele também há de voltar (Mt 26.64). Quando Jesus subiu ao Céu, após ter consumado a sua obra, os anjos testificaram para os discípulos:' 'Este mesmo Jesus há de vir assim como para o céu o vistes ir" (At 1.11).

IV. JESUS UNIU NA SUA PESSOA DUAS NATUREZAS DISTINTAS E PERFEITAS
Pela concepção sobrenatural de Maria, Jesus herdou, pela operação do Espírito Santo (Lc 1.35), de seu Pai, a natureza divina, com todas as suas características. De Maria, Jesus recebeu a natureza humana. Assim a sua natureza divina e a sua natureza humana se uniram na constituição da pessoa de Jesus Cristo, de modo perfeito.

1. As suas duas naturezas não se misturavam
Jesus não ficou com a sua natureza humana "divinizada" nem tampouco com a sua natureza divina' 'humanizada". Quando Jesus, em Caná, transformou a água em vinho (Jo 2.8-10), a água deixou de ser água, e passou a ser vinho. Todavia quando Jesus se fez homem, continuou sendo Deus Verdadeiro, mesmo estando em forma de homem verdadeiro.

2. As duas naturezas operavam simultânea e separadamente
Jamais houve conflito entre as suas duas naturezas. Isto porque Jesus como homem verdadeiro sempre agia conforme a direção do Espírito Santo em todas as suas determinações, como na sua autoconsciência, e sujeitou-se sempre à vontade de Deus, segundo a sua natureza divina (Jo 4.34; 5.30; 6.38; SI 40.8; Mt 26.39).

Assim Jesus possui duas naturezas numa só personalidade, as quais operam de modo harmonioso e perfeito, numa união indissolúvel e eterna.

3. Esta realidade é simbolizada na arca do tabernáculo
A arca era feita de madeira de setim, coberta de ouro (Ex 25.10-25). A tampa da arca, chamada propiciatório, o lugar onde o sangue do sacrifício era espargido (Lv 16.15), era feita de ouro puro. A arca é um símbolo de Jesus como o nosso Mediador, que agora, revestido de glória, está no santuário do Céu, onde entrou com o seu sangue de expiação (Hb 9.5-7,11,12,24). A madeira, usada na arca, símbolo da humanidade de Jesus, não se misturava com o ouro que cobria a madeira, símbolo da divindade de Jesus. De igual modo as duas naturezas de Jesus, permanecem juntas, formando a nossa arca perfeita. Glória a Jesus! 

4. As duas naturezas operavam lado a lado na vida de Jesus
Essa operação prova que Jesus era homem verdadeiro e também Deus verdadeiro. Vejamos alguns exemplos sobre isto:

a) Jesus nasceu em toda humildade (Lc 2.12; 2 Co 8.9) (natureza humana), mas o seu nascimento foi honrado por uma multidão de anjos que o exaltaram como o Messias (Lc 2.9-14) (natureza divina).

b) Jesus foi batizado como os outros seres humanos, sujeitando- se à justiça divina (Mt 3.15) (natureza humana) porém, Deus falou naquela ocasião: "...Este é o meu Filho amado em que me comprazo" (Mt 3.17b) (natureza divina).

c) Jesus foi tentado como todos os demais homens (Lc 4.1- 13; Hb 4.15) (natureza humana) mas, tendo Ele vencido, os anjos o serviram (Mt 4.11) (natureza divina).

d) Jesus dormiu de cansaço no barco, apesar da grande tempestade (Mt 8.24) (natureza humana), mas depois Ele se levantou e repreendeu o vento e as ondas (Mt 8.26) (natureza divina).

e) Jesus, cansado de andar, assentou-se junto à fonte para descansar (Jo 4.6) (natureza humana), porém, ali Ele descobriu a situação espiritual da mulher e lhe revelou o caminho da salvação (Jo 4.7-29) (natureza divina).

f) Diante da morte do seu amigo Lázaro, Jesus chorou 11.33-35) (natureza humana), mas ali Ele orou ao seu Pai, e mandou Lázaro sair do sepulcro (Jo 11.32-43) (natureza divina).

g) No Jardim Jesus foi preso por homens ímpios (Jo 18.1- 3,12,13) (natureza humana). Porém quando Ele disse: SOU EU, todos os soldados caíram por terra (Jo 18.6) (natureza divina), e ainda Ele curou a orelha do servo do sumo sacerdote, a qual Pedro havia cortado (Lc 22.51) (natureza divina).

5. Voluntariamente, não usou as virtudes de sua divindade
 Para fazer a vontade de seu Pai, e para cumprir as Escrituras (Mt 26.54), Jesus se sujeitou à limitação humana que havia aceitado. Jesus, por exemplo, não quis chamar 12 legiões de anjos (Mt 26.53).

6. Duas naturezas numa pessoa, uma pedra de tropeço
Se olharmos este assunto de modo unilateral, dando destaque só à divindade de Jesus, então a sua humanidade fica irreal e simulada. Destacando demasiadamente o lado da sua humanidade, a sua condição de Deus verdadeiro, fica ofuscada.

Referência: Bergstén, Eurico, 1913- A Santa Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Rio de Janeiro, CPAD, 1989. Reverberação: www.subsidiosebd.com