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EBD Lição 7 - Cristo é a nossa Reconciliação com Deus

Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Adultos | Comentarista: Pr. Douglas Baptista | Data da Aula: 17 de Maio de 2020
Texto Áureo
“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio.” (Ef 2.14)

Verdade prática
Ao morrer na Cruz do Calvário, Cristo reconciliou os eleitos desfazendo a inimizade entre Deus e os homens.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Ef 2.14
Cristo derrubou a parede de separação entre Deus e o homem
Terça - At 21.28-30
Cristo desfez a separação entre o povo judeu e os gentios
Quarta - Mt 5.17
Cristo se fez carne e cumpriu a Lei na sua integralidade
Quinta - Cl 2.11
Deus ama a todos de igual modo e, por isso, não faz acepção de pessoas
Sexta - Gl 3.13; 1 Pe 2.24
Cristo se fez maldição em nosso lugar, acabando com toda inimizade
Sábado - 2 Co 5.18-20
O ministério de reconciliação foi efetivado por meio do sacrifício da cruz

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Efésios 2.14-19

14 - Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,
15 - na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
16 - e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
17 - E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;
18 - porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.
19 - Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus.

HINOS SUGERIDOS: 114, 128, 432 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Conscientizar que por meio do sacrifício vicário, Cristo desfez a inimizade e, entre dois povos, criou um - a Igreja.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I - Pontuar sobre a inimizade que existia entre Deus e os homens;
II - Explicar que pela paz, Cristo fez um "Novo Homem";
III - Evidenciar que pela cruz fomos reconciliados com Deus.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo. Essa é a boa nova do Evangelho que tem sua consumação no Calvário por meio da obra de Cristo. Essa verdade nos mostra que, se outrora o pecador estava numa situação caótica, desoladora e perdida; agora sua condição mudou por causa da obra de Cristo no Calvário. Nele, somos instados a propagar o ministério da reconciliação a todos os homens. Somos embaixadores da parte de Cristo e precisamos conclamar aos seres humanos que se arrependam de seus pecados e sejam reconciliados com Deus. Eis a boa nova de salvação. Como educadores cristãos, é o nosso desafio incutir nos alunos tal necessidade.

INTRODUÇÃO

Se na lição anterior, analisamos o antigo quadro desolador acerca dos gentios, em que o apóstolo Paulo descreveu (2.11,12), nesta veremos que houve uma significativa mudança na sequência do capítulo dois. No versículo 13 Paulo usa a expressão adversativa “mas agora” para indicar que algo aconteceu e alterou a situação dos gentios. Ele explica que essa mudança repousa na Obra que Cristo realizou: “vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto” (2.13). Na presente lição estudaremos os desdobramentos dessa mudança.

PONTO CENTRAL 
Foi na cruz que Cristo desfez a inimizade entre Deus e os homens.

I – CRISTO DESFEZ A INIMIZADE ENTRE OS HOMENS

O exclusivismo religioso criou inimizade entre judeus e gentios. Nesse ponto veremos o que Cristo fez para dar fim a esse litígio entre os homens (2.14,15).

1. A parede de separação entre os homens.
Trata-se de uma analogia com as muralhas do templo em Jerusalém. A estrutura da construção revela o exclusivismo religioso do Judaísmo. Entre o santuário e o átrio dos gentios havia um muro de pedra com a proibição de acesso aos estrangeiros. O extremismo judaico quanto a esse aspecto levou Paulo à prisão quando ele foi acusado de permitir um grego ultrapassar essa barreira (At 21.28-30).

2. A derrubada da parede da separação.
O apóstolo declara que em Cristo foi derrubada “a parede de separação que estava no meio” (2.14b). Essa barreira era tanto literal como espiritual, mas por mérito da cruz de Cristo a divisória foi rompida. Assim, não somos mais forasteiros, mas somos da família de Deus, temos acesso à presença do Pai (2.18) e, pelo sangue de Cristo, temos livre entrada no santuário de Deus (Hb 10.19).

3. O conceito da lei dos mandamentos.
A compreensão desse conceito repousa na visão tripartida da lei mosaica: a moral, a cerimonial e a civil, que na verdade são três esferas da mesma lei. A lei civil diz respeito ao israelita como cidadão. A lei moral permanece em vigor como padrão de conduta, mas não como meio de salvação (2.8,9). A lei cerimonial é citada como sendo a “circuncisão”, “sacrifícios”, “comida e bebida”, “dias de festas, lua nova e sábados” (Cl 2.11,16). Esses ritos identificavam a posição do povo judeu diante de Deus e demonstrava a hostilidade deles para com os gentios.

4. A revogação da lei dos mandamentos.
A eliminação das barreiras que dividiam judeus e gentios se deu pela revogação da “lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças” (2.15b). Essa revelação não contradiz o que Jesus disse: “não vim para revogar, mas cumprir a lei” (Mt 5.17 – NAA). Visto que, ao entregar seu corpo para ser crucificado, Cristo cumpriu a Lei oferecendo-se como sacrifício em favor de ambos os povos (Hb 7.27). Desse modo, a revogação aqui aludida é a da lei cerimonial, que resultava em separação entre judeus e gentios. O ato de Cristo, oferecido a Deus em cheiro suave, aboliu a necessidade dessas ordenanças ritualísticas e assim a inimizade foi desfeita (5.2).

SÍNTESE DO TÓPICO I
A obra expiatória da cruz de Cristo retirou a barreira que existia entre os povos e aboliu as ordenanças que eram agentes da inimizade entre judeus e gentios.
🔍Veja também:

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Introduza a presente lição mostrando o quanto é difícil a existência de um “muro” numa via pública. A liberdade de ir e vir é negada. Tome exemplos como a questão humanitária da Coreia do Sul e Coreia do Norte em que parentes não podem conviver juntos por causa do muro. O quanto tudo isso traz sofrimento, dor e angústia para as pessoas.

Mostre aos alunos que a obra do Calvário, em primeiro lugar, derrubou o muro que separava Deus dos homens e, consequentemente, dividia judeus e gentios. Em Cristo, fomos feitos herdeiros das mesmas bênçãos espirituais destinadas aos judeus por meio da promessa de Abraão: “Em ti todas as famílias da terra serão benditas”. Cristo derrubou o muro que separava os povos. É uma grande oportunidade relembrar essa verdade e vivê-la.

II – PELA PAZ, CRISTO FEZ UM “NOVO HOMEM”

A partir da expiação na cruz, a paz foi proclamada e de ambos os povos, judeus e gentios, Cristo fez uma nova humanidade (2.14-17).

1. O conceito bíblico de paz.
De forma geral, a paz é a descrição de boas relações (At 24.2,3), do fim de um conflito (Lc 14.32), do estado de tranquilidade (1 Rs 4.24) e de uma qualidade espiritual (Gl 5.22). Na passagem em apreço, o apóstolo ressalta a paz conferida por meio de Cristo. Sua morte na cruz desfez a nossa inimizade com Deus e como os homens, tornando possível a reconciliação entre ambos e, promovendo assim, a paz (Cl 1.20).

2. Cristo é o motivo da nossa paz.
Paulo declara que Cristo “é a nossa paz” (2.14b). Essa expressão aponta para uma conotação mais profunda, pois Cristo não é apenas o “autor da paz”, mas literalmente “a nossa paz”. Isso implica o conceito de “comunhão espiritual”, ou seja, Cristo habita em nós sendo Ele mesmo a nossa paz (Jo 14.23-27). Desse modo, essa paz repousa na igreja, entre o crente e Deus e entre judeus e gentios, agora um único povo em Cristo Jesus (2.14.b).

3. A nova humanidade formada pela paz.
Cristo uniu os povos que outrora se hostilizavam, para criar “em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz” (2.15c). Essa unidade não foi o resultado de algum acordo firmado entre os homens. Ela foi realizada “em si mesmo”, ou seja, o único modo possível era “em Cristo” e “por meio de Cristo”. A partir desse ato surge uma nova humanidade: a Igreja, “onde não há circuncisão e nem incircuncisão” (Cl 3.11). Foi Cristo quem criou esse novo povo “fazendo a paz” (2.15c). Nele, as desigualdades foram eliminadas, a acepção de pessoas desfeita, a etnia e a classe social desapareceram (Rm 2.11; Gl 3.28).

SÍNTESE DO TÓPICO II
A paz conquistada por Cristo possibilitou a comunhão com Deus e a união entre os povos. Essa nova humanidade tem paz com Deus e uns com os outros.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A RESTAURAÇÃO DA PAZ.
Embora o resultado da queda fosse a destruição da paz e do bem-estar para a raça humana, e até mesmo para a totalidade do mundo criado, Deus planejou a restauração do shalom; logo, a história da reconquista da paz é a história da redenção em Cristo.

(1) Tendo em vista que Satanás deu início à destruição da paz no mundo, o restabelecimento da paz deve envolver a destruição de Satanás e do seu poder. Por isso, muitas promessas do AT a respeito da vinda do Messias era promessas da vitória e paz vindouras. Davi profetizou que o Filho de Deus governaria as nações (Sl 2.8,9; cf. Ap 2.26,27; 19.15). Isaías vaticinou que o Messias reinaria como o Príncipe da Paz (Is 9.6). Ezequiel predisse que o novo concerto que Deus se propôs estabelecer através do Messias seria um concerto de paz (Ez 34.25; 37.26). E Miqueias, ao profetizar o nascimento em Belém do rei vindouro, declarou: ‘E este será a nossa paz’ (Mq 5.5).

(2) Por ocasião do nascimento de Jesus, os anjos proclamaram que a paz de Deus acabara de chegar à terra (Lc 2.14). O próprio Jesus veio para destruir as obras do diabo (1 Jo 3.8) e para romper todas as barreiras de conflito que tomasse parte da vida a fim de fazer a paz (Ef 2.12-17). Jesus deu aos discípulos a sua paz como herança perpétua antes de ir à cruz (Jo 4.27; 16.33). Mediante a sua morte e ressurreição, Jesus desarmou os principados e potestades hostis, e assim possibilitou a paz (Cl 1.20; 2.14,15; cf. Is 53.4,5). Por isso, quando se crê em Jesus Cristo, se é justificado mediante a fé e se tem paz com Deus (Rm 5.1). A mensagem que os cristãos proclamam são as boas-novas da paz (At 10.36; cf. Is 52.7)” (STAMPS, Donald (Ed.). Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2002).

CONHEÇA MAIS

*Sobre a Paz
eirene, paz. Ocorre em cada um dos livros do Novo Testamento, salvo em 1 João. O termo descreve paz como: relações harmoniosas entre homens, entre nações; amizade; as relações harmonizadas enre Deus e os homens, satisfeitas pelo Evangelho; sensação de descanso e satisfação que lhe é consequente.” (Texto adaptado) Para saber mais leia: Dicionário Vine, CPAD.

III – PELA CRUZ, RECONCILIADOS COM DEUS NUM CORPO

O ministério da reconciliação desfez a inimizade entre o homem e Deus, bem como entre os homens. Essas dádivas foram possíveis por causa da cruz de Cristo.

1. Cristo se fez maldição por nós.
Ser condenado à morte de cruz era um sinal de maldição e de profunda humilhação (Hb 12.2). O réu era açoitado por um chicote de várias tiras de couro, acompanhado de chumbo ou ossos nas pontas (Mc 15.15). Em seguida, era obrigado a carregar publicamente sua cruz até ao local da execução (Jo 19.7). Por essas razões a cruz era escândalo para os judeus e loucura para os gentios (1 Co 1.23). Apesar disso, Cristo suportou a afronta, levou a nossa culpa, entregou seu corpo para a crucificação e se fez maldição em nosso lugar (Gl 3.13).

2. Reconciliados pela cruz de Cristo.
Foi o sacrifício vicário de Cristo na cruz e sua consequente vitória sobre a morte que possibilitaram nossa reconciliação com Deus e com os homens (Cl 1.20). Nessa perspectiva que Cristo “é a nossa paz” (2.14), que pela sua carne um novo homem foi criado “fazendo a paz” (2.15) e que também “evangelizou a paz a vós”, proclamando ao mundo as boas novas da cruz (2.17). A mensagem da cruz apregoa a paz entre Deus e os homens, isto é, o ministério da reconciliação (2 Co 5.18-20).

3. Reconciliados na cruz em um corpo.
O apóstolo Paulo reforça que o propósito de Cristo foi o de “reconciliar ambos [judeus e gentios] com Deus em um corpo” (2.16b). A ênfase aqui recai sobre a inimizade existente na vertical, isto é, entre os homens e Deus. No versículo 14, o destaque era a inimizade horizontal, quer dizer, entre os judeus e os gentios. De forma que a reconciliação deve ser duplamente compreendida. As duas inimizades foram desfeitas quando Cristo levou nossos pecados no madeiro (1 Pe 2.24). A ira de Deus, que por causa dos pecados estava sobre nós, foi cravada na cruz (Cl 2.13,14). Assim, a reconciliação foi concretizada pela cruz, gerando um novo povo, num único corpo: a “família de Deus”; a “Igreja de Cristo” (2.19; 3.6; 4.4; 5.23,30).

SÍNTESE DO TÓPICO III
O ministério da reconciliação ao restaurar a comunhão estabeleceu a Igreja, a nova família de Deus.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A paz e a unidade entre judeus e gentios exigia que ambos fossem reconciliados ‘pela cruz... com Deus em um corpo (2.16). Isso pressupõe que tanto judeus como gentios eram pecadores separados de Deus (2.3) e necessitavam da morte expiatória de Cristo a fim de serem reconciliados com Deus (2.17,18). Sua ‘inimizade (2.16), que foi condenada à morte na cruz, era tanto horizontal como vertical - isto é, uma hostilidade entre povos não regenerados e Deus (Rm 5.10), e entre grupos hostis, tais como judeus e gentios. O milagre da reconciliação resultou em uma nova entidade espiritual chamada ‘um corpo’ de Cristo (2.16). Esse assunto tornar-se o foco de Paulo 2.19-22” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017).

CONCLUSÃO

Em obediência ao plano divino, Cristo cumpriu as demandas da lei na cruz. Em seu sacrifício derrubou as barreiras e aboliu as ordenanças cerimoniais que serviam de divisão. Por meio da paz conquistada no madeiro desfez a inimizade, criou uma nova humanidade e a reconciliou com Deus. A partir dela, formou um novo povo: a Igreja, o Corpo de Cristo.

PARA REFLETIR
A respeito de “Cristo é a nossa Reconciliação com Deus”, responda:

• O que o extremismo judaico fez com Paulo?
O extremismo judaico levou Paulo à prisão quando ele foi acusado de permitir um grego ultrapassar essa barreira (At 21.28-30).

• Cite as três esferas da lei mosaica.
A Lei Moral, a Lei Cerimonial e a Lei Civil.

• Qual é a conotação da expressão “Cristo é nossa paz”?
Essa expressão aponta para uma conotação mais profunda, pois Cristo não é apenas o “autor da paz”, mas literalmente “a nossa paz”.

• O que a cruz era para judeus e gentios?
A cruz era escândalo para os judeus e loucura para os gentios (1 Co 1.23).

• Qual foi o propósito de Cristo reforçado pelo apóstolo Paulo?
O apóstolo Paulo reforça que o propósito de Cristo foi o de “reconciliar ambos [judeus e gentios] com Deus em um corpo” (2.16b).

📚Veja o Subsídio da Lição 7

Cristo é a Nossa Reconciliação com Deus

A Palavra de Deus diz que somos embaixadores da parte de Cristo para exercer o ministério da reconciliação. Como embaixadores de Cristo, a nossa missão é proclamar que, em Cristo, Deus reconciliou-se com o mundo. Nessa perspectiva, a presente lição quer conscientizar o aluno de que por meio do sacrifício vicário, Cristo Jesus desfez a inimizade entre judeus e gentios, e, entre dois povos, criou um: a Igreja. Para desdobrar essa ideia geral que permeia a lição, você deve pontuar sobre a inimizade que existia entre Deus e os homens; explicar que pela paz, Cristo fez um “Novo Homem”; e evidenciar que pela cruz fomos reconciliados com Deus. A lição desta semana traz uma reflexão sobre a reconciliação entre Deus e os homens por intermédio de Cristo Jesus, o Nosso Senhor.

👉 Resumo da lição

A cruz foi o lugar em que Cristo desfez a inimizade entre Deus e os homens. Todo o argumento da lição caminha para essa maravilhosa verdade. Ali, Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Co 5.19). Por isso, o primeiro tópico pontua que Cristo desfez a inimizade entre os homens, mostrando que a obra expiatória da cruz de Cristo retirou a barreira que existia entre os povos e aboliu as ordenanças que eram agentes da inimizade entre judeus e gentios.

O segundo tópico explica que pela paz, Cristo fez um “Novo Homem”, deixando claro que a paz conquistada por Cristo possibilitou a comunhão com Deus e a união entre os povos. Essa nova humanidade tem paz com Deus e uns com os outros. Nesse sentido, a mensagem dos cristãos deve ser uma proclamação de boas novas de paz, conforme Atos 10.36: “A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o Senhor de todos)”.

O terceiro tópico evidencia que pela cruz fomos reconciliados com Deus, uma verdade que traduz o ministério da reconciliação entre dois povos ao restaurar a comunhão e estabelecer a Igreja, a nova família de Deus. Logo, a reconciliação entre os homens passava primeiramente pela reconciliação com Deus por meio de Cristo.

👉 Aplicação

Use a ideia presente no subsídio didático-pedagógico ao concluir a lição, mostrando que a união entre judeus e gentios por meio da obra de Cristo é uma imagem poderosa para que a nossa comunhão entre irmãos seja uma realidade experimentada em Deus no relacionamento com o próximo.[1]
[1] Artigo extraído da Revista Ensinador Cristão Nº 81 do 2º trimestre de 2020


CONSULTE AQUI: E-book Subsídios EBD – 2° Trimestre de 2020

EBD Lição 6 - A Condição do Gentios sem Deus

Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Adultos | Comentarista: Pr. Douglas Baptista | Data da Aula: 10 de Maio de 2020

Texto Áureo
“Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens.” (Ef 2.11)
Veja Também:
Lição 1 - Carta aos Efésios - Saudação aos DestinatáriosAcesse Aqui
Lição 2 - A Sublimidade das Bençãos Espirituais em CristoAcesse Aqui
Lição 3 - Eleição e PredestinaçãoAcesse Aqui

Os Três Atributos Absolutos de Deus

Atributo é uma característica essencial de um ser, aquilo que lhe é próprio. Os atributos de Deus são singulares e perfeitos. Só Ele os tem de modo absoluto.
Deus é uma Personalidade Divina que pode e quer se comunicar com a sua criação. A Bíblia manifesta os três atributos absolutos de Deus nesta sua comunicação, isto é, a sua onipresença, sua onisciência e sua onipotência.
1. Deus é Onipresente

A Bíblia fala da onipresença de Deus.

1.1. Que significa a onipresença de Deus?
Deus disse: "...Não encho eu os céus e a terra?..." (Jr 23.24b; SI 72.19). O rei Salomão disse na sua inspirada oração: "...Eis que os céus e até o céu dos céus te não poderiam conter..." (1 Rs 8.27). Isto fala da onipresença de Deus, a qual é possível porque Ele é Espírito (Jo 4.24).

Ele não está sujeito à matéria! Para Ele não existe espaço nem tempo. Ele se move com a mesma facilidade que o nosso pensamento, que num momento pode estar num lugar e no mesmo momento noutro lugar. Assim como o centro de uma circunferência está à mesma distância de qualquer ponto da periferia, assim também Deus está perto de qualquer ponto do Universo. A Bíblia diz a respeito de Deus: "...Seus olhos passam por toda a terra..." (2 Cr 16.9). Não existe, portanto um "deus nacional" ou um "deus local", porque Ele é o Deus do Universo. Por isto está escrito: "Ele não está longe de nenhum de nós" (At 17.27; Rm 10.6-8).

1.2. A onipresença de Deus

Não é uma obrigação imposta a Deus, que o acompanha, queira ou não, assim como a nossa respiração nos acompanha enquanto vivermos, Deus está onde Ele quer!

Nem tampouco significa a sua onipresença que Ele esteja na matéria, como os panteístas afirmam. Se Deus estivesse na matéria, ela então seria divina. Deus é o Criador e é Senhor sobre a sua criação. Ele habita nos céus, e Ele está onde quer.
A onipresença também não significa que enquanto uma parte de Deus está num lugar uma outra parte está num outro, etc. Deus é indivisível. Onde Ele estiver ali Ele está em toda a sua plenitude.

VEJA TAMBÉM:
- Deus Existe e Tem PersonalidadeAqui
- Os Vários Nomes de Deus na Bíblia SagradaAqui
- JESUS, VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM - Aqui

1.3. Qual é a aplicação prática da onipresença de Deus?

a) Deus está em todo o lugar: 'Os olhos do Senhor estão em todo o lugar..." (Pv 15.3a), "...e está vendo todos os filhos dos homens " (SI 33.13). Por isto não é possível alguém se esconder de Deus. ' 'Esconder-se-á alguém em esconderijos de modo que eu não o veja?..." (Jr 23.24a; 16.17; Am 9.2,3; SI 139.7-10). Deus vê e está presente, ainda que alguém diga: “O Senhor não nos vê'' (Ez 9.9; Hb 4.13).

b)  Deus está presente em todo o lugar, e por isso podemos chamá-lo para ser a nossa testemunha (Rm 1.9). A Bíblia diz:4 '...A testemunha no céu é fiel" (SI 89.37b). No caminho do Senhor, a sua presença irá conosco (Êx 33.14,15), e na sua presença há abundância de alegria (SI 16.11).

c) Deus está presente na hora da angústia (SI 46.1; 86.15). Por isso a angústia do seu povo é também a angústia dele (Is 63.9). A ajuda de Deus está perto (SI 121.1-5).

d) A onipresença de Deus explica que Ele se manifesta quando os crentes se reúnem. "...Ele é a plenitude daquele que enche tudo em todos" (Ef 1.23 trad. rev.) Ele habita na sua igreja (1 Co 3.16; 2 Co 6.16). "...Os retos habitarão na sua presença' (SI 140.13b). "...Eis que estou convosco..." (Mt 28.20).

e) A manifestação de Deus na vida de oração é explicada, também, quando nos lembramos da sua onipresença. Ele está perto dos que o invocam (SI 145.18; Is 57.15). Ele sabe o que precisamos antes de pedirmos (Is 65.24).' 'Que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o chamamos?" (Dt 4.7).

2. Deus é Onisciente

Nem pensamento nem cálculo algum podem fazer-nos compreender a onisciência de Deus (SI 139.6; Jó 11.7-9; 42.2).

2.1.  A onisciência é um atributo que só Deus tem
"...Deus conhece todas as coisas" (1 Jo 3.20). "...O seu entendimento é infinito" (SI 147.5b). A sua onisciência não é resultado de seu esforço de aprender, ou coisa com que alguém o tenha favorecido. Não existe ninguém que tenha dado algo para aumentar o saber de Deus (Rm 11.35; Jó41.11). Até o maior grau de sabedoria ou ciência que um homem possa atingir, tem tudo em Deus a sua origem (1 Co 4.7).

2.2. A onisciência de Deus abrange todo o passado

Não existe mistério nenhum no passado que para Deus já não esteja revelado" (Mt 10.26; 1 Co 4.5; Lc 8.17). Até todos os pecados ocultos "manifestam-se depois" (1 Tm 5.24). A única maneira de evitar esta "manifestação'' é em tempo pedir reconci­liação a Deus através do sangue de Jesus (1 Jo 1.7,9).

2.3. A onisciência de Deus abrange tudo no presente

a) Deus conhece tudo a respeito de todo homem. Davi disse: "...Tu conheces bem o teu servo, ó Senhor Jeová" (2 Sm 7.20b). Deus sabe o nosso nome e a nossa morada (Ap 2.13). Ele conhece a nossa estrutura (SI 103.14) e os nossos corações (At 15.18; Lc 16.15), pois ele os esquadrinha (1 Cr 28.9), e conhece todos os segredos (SI 44.21). Ele conhece os nossos pensamentos (SI 139.1- 4), e as nossas palavras (SI 139.4) e os nossos caminhos estão perante os olhos do Senhor (Pv 5.21; Jó 34.21). Ele até conhece o número dos nossos cabelos (Mt 10.30).

Assim Ele conhece as nossas necessidades (Mt 6.32; Lc 12.30), e tem a solução para todos os nossos problemas.

b) Deus também conhece tudo sobre a natureza. Sabe os nomes de todas as estrelas, coisa que astrônomo nenhum jamais pôde conhecer (Is 40.26; SI 147.4).

Até os passarinhos são conhecidos, e "nenhum deles está esquecido diante de Deus" (Lc 12.6; Mt 10.29).

2.4. A onisciência de Deus abrange também o futuro

Esta parte da sua onisciência é também chamada "presciência" (At 2.23).

a) Deus previu desde a eternidade a queda do homem, e providenciou no seu amor a solução para salvá-lo. Por isso está escrito: "...O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo'' (Ap 13.8b). Na sua presciência, Deus já viu na eternidade o seu Filho entregue para ser crucificado (At 2.23; 1 Pe 1.18-20). Ele também viu a Igreja se levantar, como um fruto da morte de Jesus no Gólgota (Ef 3.1-10).

Nesta previsão, Deus que também conheceu os homens, e os predestinou para serem salvos por Jesus (Rm 8.29; Ef 1.4,5), isto é, por nenhum outro meio, mas só por Jesus (At 4.12), Ele chamou a todos para salvação. Assim somos eleitos segundo a presciência de Deus para obediência e aspersão do sangue de Jesus (1 Pe 1.2). Os que não aceitarem este único meio de salvação estão, por causa da sua rejeição a Cristo, predestinados ao julgamento e castigo. "...Mas quem não crer será condenado" (Mc 16.16b).

Porém, ainda que Deus na sua presciência possa conhecer o futuro dos que rejeitarem o seu amor, isto não interfere no livre arbítrio do homem. Em tudo que depender de Deus, Ele está sempre a favor de todos os homens.

b) Deus também, na sua onisciência prevê os acontecimentos do futuro. Profecia é uma revelação do que Deus na sua previsão já sabia (Is 48.5).

Temos no passado muitos exemplos em que Deus previu e revelou o que haveria de acontecer. Conforme 1 Reis 13.2, um jovem profeta profetizou no ano 975 a.C. e aquilo se cumpriu no ano 641 (1 Rs 22.15). (Isto é, 334 anos depois.) Também em (Is 46.2-8), Isaías profetizou 712 a.C. o que se cumpriu no ano 536 a.C. (Ed 1.1.2). (Isto é, 176 anos depois.)

Vivemos na véspera de grandes acontecimentos. Todos eles Deus tem estabelecido pelo seu próprio poder (At 1.7) e são conhecidos desde a eternidade (At 15.18). Nada acontece por acaso, mas porque Deus assim determinou.

3. Deus é Onipotente
Para os homens que são limitados, é difícil compreender ou calcular a onipotência de Deus (Jó 5.9; 9.10; 26.14 e 37.2).

3.1. Deus é onipotente e tem poder ilimitado
O próprio Deus disse: "...Eu sou Todo-poderoso..." (Gn 17.1).
"Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?..." (Gn 18.14a). "...Eu sou o Senhor que faço todas as coisas..." (Is 44.24b). A Bíblia afirma: "...O poder pertence a Deus" (SI 62.11b). Jesus chamou a seu Pai de o Poder (Mt 26.64), e disse: "...Para Deus tudo é possível" (Mt 19.26), e "...as coisas que são impossíveis aos homens, são possíveis para Deus" (Lc 18.27b). O arcanjo Gabriel disse: "Para Deus nada é impossível" (Lc 1.37). Jó falou de Deus: "Eu sei que tudo podes!..." (Jó 42.2a).
A onipotência de Deus significa que o poder dele é ilimitado.

3.2. Como se manifesta a onipotência de Deus?

a) Deus não pode ser impedido por quem quer que seja! (Is 14.27; 43.13; Jó 11.10; Pv 21.30; Rm 9.18).

b) As leis da natureza não podem limitar a onipotência de Deus.
Ele é soberano e "faz o que Ele quer". (SI 115.3; 135.6). Ele está acima de todas estas leis (Na 1.3-6). Vejamos alguns exemplos em que os milagres de Deus foram contrários às leis da natureza: Deus fez as águas do mar ficarem como um muro (Êx 14.22), e as águas do rio Jordão como um montão (Js 3.13). Ele fez com que o ferro do machado flutuasse (2 Rs 6.1-6), e que o sol se detivesse no meio do céu (Js 10.13). Ele livrou Daniel do poder dos leões (Dn 6.22,23). Mandou a tempestade (Jn 1.4) e a fez cessar (Jn 1.15; SI 107.29 etc.).

c) Deus é poderoso para cumprir as suas promessas (Rm 4.21), e até "...chama as coisas que não são, como se já fossem" (Rm 4.17b). Deus, que é o Criador, tem ainda o seu poder criador em pleno vigor. Por isto não existem limites no seu poder de operar maravilhas, de cura, mesmo em casos sem nenhuma esperança humana.

3.3. A onipotência de Deus opera harmoniosamente conforme a sua vontade

a) Jamais existem contradições entre a sua natureza perfeita e o seu poder ilimitado.
Deus jamais faria coisa que fosse contrária à sua perfeita santidade. Ele que "tudo pode" (Jó 42.2), só faz o que lhe apraz (SI 115.3). "Tudo o que o Senhor quis ele o fez..." (SI 135.6a). Por isto existem coisas que o Onipotente não pode fazer: Ele não pode mentir (Hb 6.18; Nm 23.19; Tt 1.2); não pode negar-se a si mesmo (2 Tm 2.13); não pode fazer injustiça (Jó 8.3; 34.12). Ele é sempre santo em todas as suas obras (SI 145.17). Deus também não pode fazer acepção de pessoas (Rm 2.11; 2 Cr 19.7).

b) Deus também limita a sua onipotência, em respeitar o livre arbítrio do homem.
Somente aquele que quiser, toma de graça da água da vida (Ap 22.17b). Deus deixa ao homem a oportunidade de livremente se humilhar diante da sua potente mão (1 Pe 5.6).

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Os Vários Nomes de Deus na Bíblia Sagrada


Deus se apresenta na Bíblia através de vários nomes pelos quais Ele se faz conhecer. Cada nome de Deus exprime um aspecto da Natureza ou dos aspectos divinos. Deus sempre é, e continua eternamente sendo, tudo aquilo que o seu nome representa:

1. "ELOHIM" - Deus.
— Aparece na Bíblia cerca de 2.600 vezes.
— A Bíblia começa a sua mensagem com: "No princípio criou Deus [ELOHIM] o céu e a terra" (Gn 1.1).
— “ELOHIM” é um substantivo que em si inclui a doutrina da Trindade. Por isso, está escrito: "Disse Deus: façamos o homem...à nossa imagem..." (Gn 1.26; cf. Gn 11.17; Is 6.8).

2. "EL-SHADDAI" - Deus Todo-poderoso (Gn 17.1).
— Este nome aparece cerca de 50 vezes no AT, sendo 31 em Jó.
— Este nome é composto de duas palavras: "EL" que significa Deus forte, primeiro e poderoso-, "SHADDAI" que significa Todo-poderoso.
— Quando Deus se apresentou a Abrão como "EL-SHADDAI'', o encontro foi tão significativo que o Senhor mudou o nome de Abrão para Abraão (Gn 17.3-8).

3. "JEHOVAH" - Senhor. Citado pela primeira vez em Gênesis 2.4.
— Existem vários nomes ligados a "JEHOVAH". Vejamos aqui algumas destas composições:
1)  Jehovah-Tsebaot - Senhor dos Exércitos (Zc 4.6);
2) Jehovah-Rapha - O Senhor que sara (Êx 15.16);
3) Jehovah-Nissi - O Senhor é a minha bandeira (Êx 17.15);
4)  Jehovah-Tsidekeneu - O Senhor justiça nossa (Jr 23.6);
5) Jehovah-Jireh - O Senhor proverá (Gn 22.4);
7)  Jehovah-Shalom - O Senhor é a nossa paz (Jz 6.24V
8) Jehovah-Rohi - O Senhor é o meu pastor (SI 23 I V
9) Jehovah-Shamah - O Senhor está ali (Ez 48 35)
10)  E várias outras composições...

 "EL-ELJOM" - Deus Altíssimo (Gn 14.18,19)
"ADONAI"— O Senhor.
"EL" - Deus como poder e força.
Aparece em combinação: "EMANU-EL" que significa conosco está Deus.
 "JA"- [abreviação de Jehovah] (SI 68.4), destaca o Auto-existente, o Único. (Aparece só esta vez na Bíblia.

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Referência: Bergstén, Eurico, 1913- A Santa Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Rio de Janeiro, CPAD, 1989. Reverberação: www.subsidiosebd.com